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Sangue é uma substância nobre, responsável pelo transporte do principal combustível de nosso organismo, o oxigênio. Apesar das inúmeras tentativas de se criar um substituto, ainda não pode ser produzido industrialmente. Diariamente, milhares de pessoas precisam de sangue. Sem sangue, a saúde entra em colapso. Não é tarefa fácil manter os estoques. Por isso, cabe a cada um de nós pensar de que maneira um gesto espontâneo como esse pode mudar para sempre a vida de alguém.

Pessoas saudáveis podem e devem doar. Lembre-se: pode ser que um dia alguma pessoa de quem você goste muito (parente, amigo) venha a precisar de sangue. Inclusive você mesmo!

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Aférese - INGOH - Instituto Goiano de Oncologia e HematologiaINGOH - Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia
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Aférese

Uma tecnologia chamada aférese tornou possível coletar componentes específicos do sangue durante o processo de doação. A aférese é usada para coletar seletivamente glóbulos vermelhos, plaquetas (componentes do sangue que desempenham um papel importante na coagulação), plasma e granulócitos (um tipo de células brancas do sangue que combate infecções).

É um procedimento caracterizado pela retirada do sangue do doador ou paciente, seguida da separação de seus componentes por um equipamento próprio, retenção da parte do sangue que se deseja retirar na máquina e devolução dos outros componentes ao paciente ou doador.

Todo o material utilizado é estéril e descartável, não havendo risco de transmissão de doenças. Pode ser:

Terapêutica

Utilizada para retirada de um elemento anormalmente presente no sangue. O procedimento mais comum desse grupo é a plasmaférese, que em termos simples consiste na filtração do plasma.

Outra utilidade terapêutica da aférese é a retirada do excesso de leucócitos da circulação em portadores de leucemia, o que se denomina leucaférese.

Não terapêutica

Tem como objetivo a remoção de um hemocomponente com finalidade transfusional, logo ela é uma forma de doação de sangue. O procedimento mais comum desse grupo é a coleta de concentrado de plaquetas, no entanto, virtualmente qualquer elemento do sangue pode ser retirado.

Plaquetas: pode-se doar plaquetas até 24 vezes por ano. Aproximadamente 1% das pessoas podem apresentar uma reação leve a uma das substâncias (citrato) que é misturada com o sangue durante a doação de plaquetas. A reação pode incluir sensação de dormência e formigamento, cãibras musculares e náusea. Esta reação pode ser tratada ou evitada com um suplemento de cálcio, antes ou durante a doação. Leia mais sobre doação de aférese de plaquetas.

Granulócitos: pode ser que o doador precise receber um fator estimulador de granulócitos (G-CSF ou Filgastrime) e/ou uma medicação chamada dexametasona um dia antes da doação para aumentar o número de granulócitos no sangue. Glicocorticóides geralmente não são administrados para as pessoas que têm diabetes, úlceras gastrointestinais ou glaucoma. Os efeitos secundários do G-CSF e dexametasona podem incluir dor de cabeça, dor nas articulações, fadiga, insônia, reações alérgicas e febre. A transfusão de granulócitos é utilizada apenas em situações especiais, onde o paciente não tem previsão de recuperar as próprias células brancas e encontra-se com quadro innfeccioso gravíssimo, sem resposta adequada a antibioticoterapia de largo espectro e com alto risco de vida.

Células vermelhas do sangue: pode-se doar hemácias por aférese a cada 16 semanas. Esse intervalo é maior do que a doação de sangue total, porque uma quantidade maior de células vermelhas do sangue são coletados durante o procedimento de aférese. Trata-se de um procedimento de custo elevado e ainda não é muito difundido em nosso meio. Seria interessante em pacientes com tipos de sangue raros, pois consegue-se colher até 2UI de Concentrado de Hemácias em cada coleta.