Diagnóstico para câncer de mama cai durante pandemia

Dados da Sociedade Brasileira de Mastologia mostram redução de 70% no número de cirurgias. Interromper ou adiar tratamento pode prejudicar sucesso da terapia

Os estudos para tratamento do câncer são contínuos e sempre há novas descobertas para serem inseridas no plano terapêutico. Apesar de ainda ser uma doença que assusta, o sucesso na luta contra o câncer é crescente. Para isso, todos os serviços oncológicos do mundo têm uma condição em comum: o câncer não espera, por isso, o diagnóstico precoce é essencial para possibilitar o aumento das chances de cura. Essa condição, no entanto, vem sendo prejudicada durante o período da pandemia causada pelo novo Coronavírus.

Após sugestão de pauta enviada pela Assessoria de Comunicação do Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia, o mastologista da instituição Frank Braga concedeu entrevista para alertar a população goiana sobre a importância de dar continuidade ao tratamento oncológico. Braga, que também é o atual presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) regional Goiás, falou com a TV Anhanguera e com o Jornal O HOJE. Alexandre Marchiori, membro do corpo clínico do INGOH e vice-presidente da SBM no estado, também atendeu a imprensa e foi entrevistado pela Rádio Brasil Central. Além de um tema extremamente importante, a mídia reflete a excelência dos mastologistas do INGOH.

 

Estatísticas

Apenas para 2020, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) estima o aparecimento de 65 mil novos casos de câncer de mama no País. Independente da pandemia, esses casos vão existir. O médico mastologista Frank Braga, membro do corpo clínico do Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (INGOH) e atual presidente da SBM regional Goiás, faz o alerta: é importante orientarmos às mulheres de que elas não podem interromper o seu tratamento ou a busca por diagnóstico precoce.

Apesar disso, a SBM observou uma redução de até 70% do número de cirurgias relacionadas ao câncer de mama, seja no SUS ou na saúde suplementar. “Com isso, teremos um número de diagnóstico represado e quando essa situação se resolver, o sistema de saúde não terá condições de atender todas essas mulheres em quimioterapia, cirurgias ou radioterapias. Principalmente nesse momento, se esses pacientes não terem acesso às suas consultas, terão impacto direto na sobrevida, ou seja, faremos diagnósticos mais tardios e menores serão as chances de cura”, ressalta Braga.

É essencial falar sobre câncer de mama durante o ano todo, não apenas quando em alusão à Campanha Outubro Rosa. Para se ter uma ideia, no INGOH, em 2019, de todos os diagnósticos oncológicos realizados na unidade, quase 40% corresponderam aos casos de mama. “Pensando que a melhor forma de tratamento é o diagnóstico precoce, é essencial que as pessoas procurem os serviços de saúde para avaliação, se observarem algo diferente em suas mamas. E, principalmente, quem já tiver iniciado o tratamento, não interrompa!”, aconselha o mastologista.

Assessoria de Comunicação | INGOH

 

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