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Então, o que é leucemia mesmo?

Elaborado por:
Dra. Mireille Guimarães Vaz de Campos
Então, o que é leucemia mesmo?  

Quando se pronuncia a palavra "leucemia" a maior parte das pessoas entra em pânico. E, em geral, o que se segue é um silêncio difícil de ser revertido. Todos sabem o quanto leucemia é grave. Todos sabem que existe risco de vida. O que a maioria não sabe é que leucemia não é apenas uma doença. São várias... no mínimo podemos dividir em quatro grandes grupos:

  • Leucemia Linfoide Crônica (LLC)
  • Leucemia Mieloide Crônica (LMC)
  • Leucemia Mieloide Aguda (LMA)
  • Leucemia Linfoide Aguda (LLA)

Alguns subtipos de leucemia são, hoje, na verdade, doenças crônicas, onde o paciente tem uma qualidade de vida realmente boa. Avanços na Medicina permitiram que alguns não usem nenhuma ou usem pouca quimioterapia. As internações são menos frequentes. Estas são as leucemias crônicas, que exigem a necessidade de acompanhamento médico para o resto da vida.  No entanto, a vida desses pacientes se assemelha mais com a de alguém com diabetes ou hipertensão do que com a vida de outros pacientes oncológicos. Os efeitos colaterais  como náuseas,  queda de cabelo, aumento do risco de infecção, são bem mais brandos. 

  • Boa parte das pessoas com Leucemia Linfoide Crônica (LLC) ficarão sem medicação, aguardando o momento certo para iniciar o tratamento, que segue alguns critérios recomendados pelos grandes centros oncológicos internacionais. Quando indicado, os tratamentos são administrados de forma endovenosa com infusões intermitentes, dentro de um período de aproximadamente 6 meses. Nesse período, alguns efeitos colaterais podem ser importantes, mas avanços na Medicina permitem minimizar esses efeitos. A maioria dos casos entra em remissão (doença controlada) por um longo período, de meses a anos, após o tratamento, quando não haverá necessidade de utilizar nenhum medicamento. Em alguns casos, podemos usar medicação oral,  por tempo indeterminado.
  • Já nos casos de Leucemia Mieloide Crônica (LMC), o tratamento precisa iniciar assim que o diagnóstico é feito, a medicação é oral pelo resto da vida, mas os efeitos colaterais são bem discretos, quando existem.

Quanto às leucemias agudas (LMA e LLA), essas ainda precisam de tratamento agressivo, com quimioterapia mesmo. O paciente vai precisar receber muitas bolsas de sangue (concentrados de hemácias e plaquetas), podem precisar de internação em vários momentos. São batalhas difíceis, ganhamos uma batalha de cada vez e muitas vezes ganhamos a guerra. A equipe multidisciplinar, com auxílio da nutrição, enfermagem, fisioterapia, dentre outros, são extremamente importantes. Recentemente algumas opções terapêuticas bem interessantes surgiram, são muito promissoras, principalmente o tratamento baseado em imunoterapia, onde o linfocito T do paciente se torna mais hábil a matar a célula maligna da leucemia, poupando as células normais. Ainda estão em teste clínico, mas a perspectiva é que, em breve, a história da leucemia aguda vai mudar também.