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Nódulos de tireoide

Elaborado por:
Dr. Leandro Magalhães Feitoza
Nódulos de tireoide  

Os nódulos de tireoide (NT) são lesões arredondadas (ovóides) que se desenvolvem na glândula tireóide, situados na região anterior e inferior do pescoço. Podem ser únicos ou múltiplos. Quando são únicos, são denominados nódulos isolados ou únicos (também denominados bócio nodular). Quando múltiplos, constituem o bócio multinodular. É um achado clínico comum, sendo estimado que até 1/3 das mulheres adultas tenham nódulos que possam ser detectados pela ultrassonografia. O risco de se ter um nódulo de tireoide aumenta com o passar dos anos, principalmente no sexo feminino e com história de exposição à radiação. A prevalência de nódulos da tireoide a partir dos 50 anos de idade é a seguinte:

- 50% das pessoas com mais de 50 anos possuem pelo menos 1 nódulo de tireóide

- 60% das pessoas com mais de 60 anos possuem pelo menos 1 nódulo de tireóide

- 70% das pessoas com mais de 70 anos possuem pelo menos 1 nódulo de tireoide.

Embora os sintomas não sejam comuns, um nódulo grande pode, às vezes, causar dor, rouquidão ou atrapalhar a engolir ou respirar. A causa da maioria dos nódulos benignos não é conhecida, mas eles são, muitas vezes, encontrados em membros de uma mesma família. Em âmbito mundial, a deficiência de iodo na dieta é uma causa muito comum de nódulos.

A grande importância no manuseio dos NT, apesar de a maioria representar lesões benignas, é descartar a possibilidade de câncer (Ca) da tireoide, que ocorre em 5 a 10% dos casos em adultos e em até 26% em crianças. Esses percentuais não diferem significativamente se a glândula apresentar um nódulo único ou múltiplos nódulos.

Os NT mostram-se, em geral, de evolução insidiosa e assintomática, sendo frequentemente descobertos em exame clínico de rotina, ou acidentalmente, em avaliações por imagens da região cervical anterior, caracterizando os chamados incidentalomas tireoidianos. Estes últimos são, geralmente, não palpáveis e têm diâmetro < 1 cm.

Quando se detecta um nódulo na tireoide, qualquer que seja o modo de identificação inicial, é fundamental descartar a possibilidade de neoplasia maligna e caracterizar o status funcional e anatômico da glândula. Essa investigação inclui uma história clínica completa e um exame clínico cuidadoso, além dos testes de função tireoidiana, exames de imagem e, se necessário, punção aspirativa com agulha fina (PAAF).

O tratamento depende do tipo de nódulo da tireoide. Especialistas recomendam a remoção cirúrgica da tireoide para nódulos cancerosos ou suspeitos. Após a cirurgia, terapia com iodo radioativo pode ser usada para destruir quaisquer células tiroideias remanescentes. Outros tipos de nódulos, mesmo quando eles não são cancerosos, precisam ser removidos quando ficam muito grandes e causam problemas para engolir ou respirar.

Se você acha que tem um nódulo na tireoide, consulte o seu médico, que poderá encaminhá-lo a um endocrinologista (especialista em doenças relacionadas aos hormônios) para o diagnóstico e tratamento. Depois siga o tratamento recomendado e acompanhamento com seu médico

conforme a necessidade.

 

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