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Entenda como uma Leucemia pode ser também um Linfoma

Elaborado por:
Dra. Mireille Guimarães Vaz de Campos
Entenda como uma Leucemia pode ser também um Linfoma  

Hoje no #INGOHexplica vamos responder o questionamento de um seguidor que pediu que explicássemos como uma leucemia pode ser também um linfoma.

Para explicar isso é importante enterdermos que leucemia e linfoma são termos que foram definidos há muitas décadas, numa época onde não tínhamos tantas ferramentas moleculares para entender o que acontece dentro da célula que provoca o câncer no sangue. Nessa época, se achava que as células do sangue vinham da medula óssea (células mieloides, que são as hemácias, os neutrófilos, os eosinófilos, os basófilos e os monócitos) ou dos linfonodos (células linfoides). Com o melhor entendimento de como se originam as células do sangue ficou claro que todos vinham de uma célula tronco única e que nasciam na medula óssea. Também ficou claro que, só depois, as células linfoides iam para os órgãos linfoides (linfonodos, baço, fígado, amígdalas, adenoide, dentre outros). Mais ou menos nessa época, ficou claro que as doenças do sangue de origem linfoide se manifestavam predominantemente como massas (ao que foi chamado de linfoma) ou como aumento dos glóbulos brancos no sangue (ao que foi chamado de leucemia).

Na era moderna, quando testes biológicos foram utilizado para entender a origem das doenças, ficou claro que algumas leucemias e linfomas tinham origem comum e se comportavam da mesma forma, ou seja, precisavam ser tratados do mesmo jeito. Isso aconteceu em alguns grupos de leucemias e linfoma, não para todos! Assim, a leucemia linfoide crônica (LLC) e o linfoma de pequenas células são, hoje, considerados uma doença só e são tratados da mesma forma. Outro exemplo é o linfoma linfoblástico e a leucemia linfoide aguda, que são tratados da mesma forma.

Tudo isso ainda está em evolução, já que não conseguimos, ainda, entender completamente todas as doenças. A mais nova versão da classificação da Organização Mundial da Saúde foi publicada em 2017, mas ainda pode ser modificada à medida que novas tecnologias vão surgindo e vão permitindo uma melhor compreensão das doenças do sangue.

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Diretor Técnico: Dr Yuri Vasconcelos Pinheiro, PhD, Hematologista e Hemoterapeuta, CRM-GO 10.219/RQE 4883.