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O que é Vitiligo?

Elaborado por:
Dra. Karina Pesquero
O que é Vitiligo?  

No #INGOHexplica de hoje vamos conversar sobre o que é vitiligo.

Vitiligo é uma doença de pele que causa perda gradativa da cor da pele. O vitiligo pode afetar qualquer parte do corpo, até mesmo cabelos. As lesões se formam devido a uma diminuição ou ausência de melanócitos na formação da melanina (pigmento que da cor a pele) nos locais afetados. Pode afetar pessoas de todos os tipos de cor de pele. O mais importante é saber que a condição não é contagiosa e nem representa um risco para a vida do paciente.

Sintomas: A maioria dos pacientes não manifesta qualquer sintoma, além do surgimento das manchas brancas na pele.

O vitiligo pode ser localizado ou disseminado. O vitiligo localizado se apresenta como manchas que acometem um lado somente do corpo ou como manchas em 2 ou 3 partes do corpo (como por exemplo: mãos, axilas ou pálpebras). Este tipo focal ou localizado é o mais comum. Habitualmente, as manchas aparecem em semanas ou em alguns meses e depois se estabilizam. A partir daí também não surgem novas manchas.

O vitiligo generalizado ou disseminado é mais raro, neste caso as manchas são simétricas acometendo os mesmos locais em ambos os lados do corpo. Este tipo pode evoluir rápida ou lentamente e pode, ainda, estabilizar depois de determinado tempo.

Causas:

As causas desta doença ainda não estão claramente estabelecidas. Evidências médicas sugerem que o vitiligo pode estar associado à herança genética ou fatores externos como estresse físico e/ou emocional e a determinados produtos químicos. Os traumas emocionais são fatores importantes como desencadeadores das manchas ou como agravamento da doença.

Os melanócitos (formam o pigmento que garante a cor da pele) param de cumprir sua função, por isso é considerada uma doença autoimune, em que o próprio sistema imunológico da pessoa ataca e destrói estas células.

Diagnóstico:

O importante é que este diagnóstico seja estabelecido pelo dermatologista, através do exame clínico ou biópsia. Exames laboratoriais de sangue são habitualmente solicitados para procura a presença de outras doenças auto –imunes como as doenças de tireoide. O histórico familiar também é considerado, pois cerca de 30% dos pacientes tem algum parente com vitiligo.

Tratamentos:

Atualmente, existem excelentes resultados com vários tipos de tratamentos. Não se pode ainda falar em cura, mas sim em controle clínico. Isso não quer dizer que o paciente deve se desanimar e não buscar ajuda médica. Muito pelo contrário, os tratamentos podem desacelerar a doença e até mesmo repigmentar a cor da pele. Existem medicamentos de uso tópico, ou seja, somente de aplicação local como o tacrolimus, derivados da vitamina D e corticoides.

A fototerapia com radiação ultravioleta B de banda estreita é indicada em quase todas as formas de vitiligo, com excelentes resultados. Pode também ser usada a fototerapia com ultravioleta A (PUVATERAPIA) .

Novas modalidades terapêuticas, como laser ou transplantes de melanócitos também tem tido resultados promissores. Algumas novas medicações estão em face se pesquisas e/ou estudos e devem surgir brevemente novas opções.

Sempre deve haver cuidado com medicamentos ditos milagrosos, fórmulas ditas naturais e receitadas por leigos, pois podem levar a frustração, a gastos financeiros sem resultados e até a piora do quadro clínico. Hoje se sabe que a melhora não depende somente do método terapêutico, mas sim da reação do organismo a este método.

Deve sempre ser lembrado que a condição vitiligo não é contagiosa e nem representa um risco para a vida de quem a possui, mas pode afetar seriamente a autoestima do paciente e pode ser um gatilho para o surgimento de problemas psicológicos, como a depressão. Quando necessário, deve-se fazer um tratamento psicoterápico em paralelo ao tratamento médico. Muitas vezes a aceitação e a autoestima elevada são necessárias para viver com tranquilidade. Na atualidade modelos já fazem sucesso na passarela com suas manchas e celebridades tem mostrado o vitiligo nas redes sociais e encorajando os pacientes a fazerem o mesmo.

O tratamento deve ser sempre individualizado e discutido com o dermatologista, conforme as características de cada paciente.

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