Julho Verde – campanha alerta para o câncer de cabeça e pescoço

Mais de 20 mil novos casos são previstos para 2020 e diagnóstico precoce trabalha com chance superior a 90% de cura. Lesões acometem região da face e mexem com a identidade do ser humano

Câncer de cabeça e pescoço é uma denominação dada para os tumores que acometem boca, língua, palato mole e duro, gengivas, bochechas, amígdalas, faringe, laringe, esôfago, tireoide ou seios paranasais. O câncer de cabeça e pescoço pode afetar funções que interferem na qualidade de vida do paciente. Quando postergado o tratamento, respiração, fala, paladar, olfato e deglutição podem ser prejudicados, além de causar deformidades em áreas que fazem referência à identidade do indivíduo, como a face.

As informações são do cirurgião de cabeça e pescoço do Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (INGOH), Teylor Gerhardt, que concedeu entrevista à TV Anhanguera, na manhã desta quinta-feira (23). O profissional alertou para o fato de que, se diagnosticado em estágio inicial, a equipe trabalha com um prognóstico de cura superior a 90%.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 22.840 novos casos de câncer de cabeça e pescoço para 2020, sendo 690 em Goiás. Entre os principais sintomas estão disfonia (rouquidão), disfagia (dificuldade para deglutir), emagrecimento, dor de ouvido, linfonodos (caroços) na parte lateral ou anterior do pescoço, dor ao deglutir, feridas que não cicatrizam em 15 dias e placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua. Enquanto os fatores de risco que mais potencializam o surgimento das lesões são tabagismo (inclusive Narguilé), etilismo e o vírus HPV.

Em homens, os cânceres de esôfago, cavidade oral e laringe figuram entre as principais causas de morte, no Brasil, conforme localização primária do tumor. De acordo com o INCA, em 2018, esses diagnósticos somaram 15.589 óbitos, sendo 6.756, 4.974 e 3.859, respectivamente. Portanto, “é essencial que a população receba mais informações sobre diagnóstico, sintomas e tratamentos para que possamos auxiliar o maior número de pessoas possível, com tratamento cirúrgico menos agressivo e, consequentemente, ofertando mais qualidade de vida aos enfermos”, alerta Gerhardt.

Confira entrevista completa:

Assessoria de Comunicação | INGOH

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