Setembro Dourado – mês de conscientização sobre câncer infantojuvenil

Ainda sem fator de risco identificado ou forma cientificamente comprovada de prevenção, principal arma contra essa neoplasia é o diagnóstico precoce

Aproxima-se o fim da campanha Setembro Dourado, mas o alerta de pais, responsáveis e profissionais da saúde deve ser constante. Para conscientizar a população, inclusive a comunidade médica, sobre o câncer infantojuvenil, é essencial divulgar esse assunto, visto que ainda não há formas de prevenção ou fator de risco cientificamente comprovados para evitar a doença. Dessa maneira, a principal forma de tratamento e, consequentemente, de cura é o diagnóstico precoce.

“Tem poucas medidas de prevenção, pois não se pode falar para uma criança parar de fumar, por exemplo. Então, para o controle de câncer em crianças e adolescentes, não se busca a prevenção em termos de hábitos de vida, então, é necessário fazer o diagnóstico precoce. Por isso, a campanha não busca aproximar-se somente das famílias, e sim da classe médica também”, alerta a oncopediatra do Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (INGOH), Renatta Volu.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), para o Brasil, são previstos quase 8.500 casos, em 2020, com número de óbitos superior a 2.500. “Precisamos falar sobre o assunto para que as pessoas saibam que o câncer também pode acometer crianças e adolescentes, que tem tratamento e que conseguimos reduzir a mortalidade se diagnosticarmos precocemente”, pontua a médica.

Volu reforça que os sintomas para os cânceres infantojuvenis podem se confundir com outras doenças comuns nessa faixa etária, como viroses. “Por isso é essencial o acompanhamento médico para identificar logo no início que a febre está presente por conta de uma leucemia, e não de uma gripe. Pode parecer redundante, mas a chave para esse tratamento é o diagnóstico precoce. Precisamos reforçar essa medida”, indica a profissional.

Segundo o INCA, o câncer representa a primeira causa de morte por doença entre as crianças e adolescentes brasileiros de 1 a 19 anos. Hoje, o instituto aponta estatística de 80% de cura para esse público, desde que tenha diagnóstico precoce. Por isso, é importante ficar alerta a alguns sintomas, como: palidez, hematomas, sangramento, dor óssea, caroços ou inchaços abdominais, perda de peso inexplicada, febre persistente, falta de ar e alterações oculares.

Assessoria de Imprensa | INGOH

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