Edit Content
Search

Diabetes gestacional: um risco para o seu bebê

O estado de gravidez é caracterizado naturalmente pela resistência à insulina (hormônio que regula a quantidade de glicose no sangue) e hiperinsulinemia (excesso de insulina no sangue), o que pode predispor algumas mulheres a desenvolver diabetes.

O diabetes gestacional é uma doença muitas vezes silenciosa, que se não identificada e não controlada pode trazer prejuízos ao bebê e até para a mãe. Por isso a importância em se fazer um rastreamento e um diagnóstico precoce dessa doença.

Vários efeitos adversos têm sido associados com diabetes durante a gravidez, para o bebê os principais são:

– Pré-eclâmpsia (pressão alta na gravidez);
– Hidrâmnios (alterações no volume de líquido amniótico);
– Macrossomia fetal (feto grande);
– Organomegalia fetal (hepatomegalia, cardiomegalia);
– Parto traumático;
– Morte perinatal;
– Distúrbios respiratório neonatais;
– Complicações metabólicas (hipoglicemia, hiperbilirrubinemia, hipocalcemia);
– Aborto;
– Anormalidades congênitas.

Durante a infância, a criança poderá apresentar maior risco de:

– Obesidade;
– Diabetes infantil;
– Atraso no desenvolvimento motor;
– Déficit de atenção e/ou hiperatividade;

Os principais riscos para a mãe são:

– Permanecer diabética após a gestação;
– Retinopatia (doença no fundo do olho, com risco de perda da visão);
– Nefropatia (doença dos rins);
– Doenças arteriais coronárias.

Além disso, mulheres com maior risco de diabetes gestacional são aquelas com:

– História familiar de diabetes;
– Sobrepeso ou obesidade;
– Idade maior que 25 anos;
– Gestação prévia com bebê com mais de 4,1 quilos;
– História de intolerância à glicose;
– História de aborto ou recém-nascidos com má formação;
– Glicosúria (aumento de glicose na urina) na primeira visita pré-natal;
– Síndrome do ovário policístico;
– Uso atual de corticoides;
– Hipertensão essencial ou gestacional.

Obs.: Recomenda-se que todas as mulheres gestantes sejam triadas para diabetes gestacional, mesmo que não possuam os fatores de riscos relacionados acima.

 

Texto elaborado e revisado por
Dr. Kleiner Vasconcelos Pinheiro
Diretor e médico do corpo clínico do INGOH
Especialista em Patologia Clínica e Medicina Laboratorial
CRM-GO 12.406/RQE 7516.
Texto revisado em Junho de 2021.

 

É permitida a reprodução parcial 
ou total desta obra, desde que 
citada a fonte e que não seja para 
venda ou qualquer fim comercial.

COVID-19 X doença crônica: parar tratamento é mais perigoso que sair de casa

No mundo, 1 a cada 11 pessoas tem diabetes e 50% dos brasileiros não sabem o diagnóstico.
Doença mal controlada é prejudicial e agrava quadro de infecção pelo novo Coronavírus

Doenças crônicas descompensadas aumentam o risco de complicações a pacientes que, porventura, adquirirem o novo Coronavírus. “É recomendado que, mesmo compondo o grupo de risco da Covid-19, o paciente continue o tratamento para não apresentar descompensação”, o alerta é da endocrinologista do Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (INGOH), Marília Zanier. A médica chama a atenção para o fato de que pessoas portadoras de patologias como diabetes e hipertensão não devem faltar às consultas previamente agendadas, para não agravar o quadro clínico já existente.

A profissional ainda vai além. Para ela, “essa é a hora de ter acompanhamento médico, seja pessoalmente ou por plataformas de Telemedicina, principalmente, se a pessoa apresentar alguma patologia metabólica, como a diabetes. Manter as taxas de açúcar sob controle, contribui diretamente para que esse paciente não sofra complicações da Covid-19, caso se infecte com a doença”. Associado ao acompanhamento médico, Zanier alerta para a importância de manter hábitos saudáveis durante a rotina domiciliar.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1 a cada 11 pessoas no mundo tem diabetes. No Brasil, dados do Ministério da Saúde apontam que de 2006 a 2016 houve um aumento de 60% no diagnóstico da doença, passando a atingir quase 10% da população brasileira. Mas um número ainda mais alarmante e divulgado pela pasta é de que 50% dos diabéticos desconhecem o diagnóstico. “Por isso, e principalmente nesse período de pandemia, é essencial que as pessoas façam acompanhamento médico”, reforça a profissional.

Cuidados ao sair de casa

A endocrinologia do Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (INGOH), Marília Zanier, indica alguns cuidados que o paciente deve observar ao sair de casa. Segundo ela, é essencial que todos os cidadãos atendam à necessidade de usar máscaras, inclusive durante as consultas. “Fomos orientados nos locais onde atendemos para espaçar o horário da agenda, para que o consultório seja desinfetado entre um paciente e outro; temos cadeiras bloqueadas nas salas de espera, para incentivar o distanciamento entre as pessoas; atendemos com as janelas e portas abertas, para que o ar circule no consultório; e higienizamos as mãos e todos os aparelhos que entram em contato com o paciente”, tranquiliza a médica.

Dessa forma, o risco de contágio do novo Coronavírus é reduzido e a saúde do paciente é preservada, contribuindo, inclusive, para não sobrecarregar o sistema de saúde.

Assessoria de Comunicação | INGOH