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Histórias de força

Seja individual ou em grupo, situações de superação e amor ao próximo fazem parte da rotina do Banco de Sangue do INGOH, onde a equipe está sempre a postos para auxiliar e compartilhar esses momentos com seus personagens

O Banco de Sangue do Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (INGOH), naturalmente, é um setor que coleciona diversas histórias bonitas. E, durante esse tempo de pandemia provocada pelo novo Coronavírus, esses episódios têm se intensificado ainda mais. Durante a mesma semana, entre os dias 20 e 24 de julho, os colaboradores presenciaram duas belas histórias. A primeira é protagonizada por Bruno Inácio, um empresário que tem trauma de agulha e mesmo assim quis doar plasma convalescente; enquanto a outra, mostra a força feminina na política e também na causa social.

Após se curar da Covid-19 e ter consciência de que poderia ajudar outras pessoas em estado grave, Bruno procurou o Banco de Sangue do INGOH para doar plasma convalescente. “Eu tenho muito medo de agulha e não me envergonho de revelar essa fragilidade. Apesar disso e de enfrentar uma crise de ansiedade durante o processo de coleta, fui muito bem acolhido e cuidado aqui. Só consegui me acalmar e finalizar a doação por causa dessas ‘anjas’ que me assistiram!”, compartilha. As ‘anjas’ a quem Bruno se refere são a técnica Deborah Gonçalves e as enfermeiras Nayara Akamatsu e Lorena Alves.

Como gratidão pelo amparo e pela felicidade em ter enfrentado um medo que já o acompanha há algum tempo, Bruno presenteou a equipe com uma deliciosa torta sabor dois amores, que mescla brigadeiro de chocolate com brigadeiro de leite em pó. “É o mínimo, depois do que elas fizeram por mim. Semana que vem estarei aqui para doar novamente, podem me esperar!”, celebra Bruno.

Ainda no sentido de demonstrar força, mas, dessa vez ligada ao poder da união, um grupo de mulheres se mobilizou para ajudar o próximo, ainda que em tempos de pandemia. Elas, que integram o partido Avante, em Goiânia, decidiram se unir para doar sangue no INGOH e levaram mais de 20 pessoas para a unidade, ao longo da referida semana. Na sexta-feira (24), representadas na figura da cientista política Ludmila Rosa, as mulheres demonstraram o poder da união feminina.

“Foi muito bacana a receptividade que o INGOH teve conosco! Nós estamos à disposição para auxiliar, principalmente porque, em ações como essa, conseguimos transmitir a mensagem de solidariedade para com o próximo e também a força da mulher”, relata Ludmila. Assim como Bruno Inácio e Ludmila Rosa, o INGOH reforça que segue de braços abertos para receber pessoas que queiram fazer o bem e, para isso, trabalha incansavelmente para entregar um atendimento acolhedor e seguro para todos.

Assessoria de Comunicação | INGOH

Médico também doa plasma convalescente

Doação auxilia no tratamento de doentes acometidos pela COVID-19 que estão em estado crítico. Terapia experimental tem mostrado importantes resultados no mundo todo

“Meu conhecimento técnico permite que eu tenha consciência do quanto isso pode ser importante para alguém”. Com esse pensamento, Juliana Jaime, endocrinologista do corpo técnico do Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (INGOH), agendou sua doação de plasma convalescente na instituição, após se curar da Covid-19. A transferência de anticorpos, que são parte do sistema imunológico do ser humano, tem auxiliado no tratamento de pacientes acometidos pelo novo Coronavírus e internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), que estejam em estado crítico da doença.

Para a doação de plasma convalescente, o interessado deve estar há 14 dias sem sintomas e entrar em contato com o INGOH portando dados pessoais e resultado de exame inicial que testou positivo para a Covid-19. Será agendada uma entrevista para triagem, quando também o Instituto fará a coleta de um segundo exame para detectar a presença do vírus, bem como uma amostra sanguínea para verificar a existência de anticorpos no organismo. A partir desses resultados, se houver ausência de carga viral e dosagem significativa de anticorpos, a doação é agendada.

Seguindo esse processo, o médico oftalmologista Roberto Limongi também doou plasma convalescente no INGOH, após contaminação pelo novo Coronavírus. “Fui a um congresso, em São Paulo, e soube que vários participantes foram diagnosticados com Covid-19. Logo depois, tive dores fortíssimas no corpo e febre alta. Passado algum tempo, fiz exames para saber como estavam os meus anticorpos e, para minha surpresa, estavam bem altos. Então, decidi doar plasma, pois assim, posso ajudar pacientes de UTI e faço questão de divulgar essa iniciativa, para que outras pessoas saibam que existe essa possibilidade”, revela.

No INGOH, os exames de RT-PCR (coleta de secreção nasal) e Sorologia (amostra de sangue que detecta a presença de anticorpos) são realizados de forma gratuita aos pacientes convalescentes interessados em doar plasma, desde que apresentem um teste com o primeiro resultado positivo. A técnica de transferência de anticorpos é experimental, mas tem mostrado resultados animadores em pacientes do mundo todo.

Para Juliana Jaime, “poder doar plasma convalescente para salvar outras pessoas é até uma forma de gratidão por ter apresentado somente sintomas leves. Eu sou profissional da saúde e, assim, ainda consigo ajudar os meus colegas a oferecer tratamentos mais eficazes aos pacientes que necessitam”. Assim como Jaime, os doadores interessados também podem agendar atendimento no Banco de Sangue do INGOH, pelos telefones (62) 3226-0207 e (62) 99678-6888. “Não dói, não deixa qualquer tipo de sequela, ajudamos outras pessoas e é um processo seguro”, ressalta a médica.

Assessoria de Comunicação | INGOH