O HPV e o câncer de colo de útero têm relação direta. A infecção persistente por determinados tipos do vírus HPV pode provocar alterações nas células do colo do útero, que, se não identificadas e tratadas precocemente, podem evoluir para o câncer cervical — um dos tipos de câncer mais comuns entre as mulheres.
Neste artigo, destacamos sobre a relação entre HPV e câncer de colo do útero, os principais fatores de risco, como se prevenir e a importância do diagnóstico precoce para a saúde da mulher. Continue a leitura!
O que é o HPV e como ele pode causar câncer de colo do útero?
O HPV (papilomavírus humano) é um vírus com mais de 200 subtipos identificados. Cerca de quarenta (40) deles afetam a região genital e são transmitidos principalmente por contato sexual. Muitas vezes, a infecção por HPV não apresenta sintomas e pode ser superada pelo sistema imunológico sem que a mulher perceba.
No entanto, em uma parcela das mulheres, o vírus persiste — principalmente os subtipos HPV 16 e 18, que são considerados de alto risco oncogênico. Essa persistência pode provocar alterações celulares no colo do útero, conhecidas como lesões precursoras, que ao longo dos anos podem evoluir para o câncer de colo uterino.
Fatores de risco: o que aumenta as chances de desenvolver o câncer de colo do útero?
Embora a própria infecção pelo vírus HPV seja a principal causa do câncer de colo de útero, alguns outros fatores podem aumentar as chances de uma mulher desenvolver a doença. Conhecer esses fatores é essencial para tomar medidas preventivas.
- Início precoce da vida sexual: Aumenta as chances de exposição ao HPV, já que o contato sexual sem proteção pode transmitir o vírus.
- Múltiplos parceiros sexuais: Eleva a chance de contato com subtipos oncogênicos do HPV e outras ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis).
- Sistema imunológico enfraquecido: Mulheres com o sistema imunológico comprometido, como aquelas com HIV, têm maior risco de não conseguir combater infecções persistentes, incluindo o HPV.
- Tabagismo: Fumar não só prejudica a saúde em muitos aspectos, mas também está relacionado ao aumento do risco de câncer de colo de útero, pois enfraquece o sistema imunológico e facilita a permanência do vírus.
- Falta de exames preventivos: O exame ginecológico periódico é uma das formas mais eficazes de detectar alterações precoces no colo do útero. Não realizar esses exames pode atrasar a detecção de lesões, aumentando o risco de evolução para o câncer.
Como prevenir o HPV e o câncer de colo de útero?
A prevenção é, sem dúvida, a melhor forma de proteger a saúde do colo do útero. Felizmente, existem várias maneiras de reduzir o risco de infecção pelo HPV e, consequentemente, de câncer cervical.
Vacinação contra o HPV
A vacina contra o HPV é uma ferramenta importante de prevenção, recomendada para meninas e meninos a partir dos 9 anos. A vacina protege contra os subtipos de HPV que mais frequentemente causam câncer cervical e de outras neoplasias associadas a esse vírus
Uso de preservativos
Embora os preservativos não protejam totalmente contra o HPV (já que o vírus pode ser transmitido por áreas não cobertas), o uso correto de preservativos durante as relações sexuais ajuda a reduzir o risco de infecção. É importante lembrar que a proteção aqui não é apenas contra o HPV, mas também contra várias outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
Exame ginecológico regular
Realizar a avaliação ginecológica e o exame de HPV periodicamente é uma das melhores formas de detectar lesões precoces no colo do útero. Além disso, o exame permite que o médico identifique alterações que possam evoluir para o câncer.
Não fumar
Parar de fumar traz benefícios para a saúde em geral, além de fortalecer o sistema imunológico e reduzir o risco de infecção persistente por HPV.
Manter um estilo de vida saudável
Uma alimentação balanceada, a prática regular de atividades físicas e o controle do estresse ajudam a fortalecer o sistema imunológico, o que é essencial para combater infecções e doenças.
Diagnóstico precoce: como detectar o câncer de colo de útero?
A detecção precoce é essencial para o sucesso do tratamento. Os principais métodos de rastreamento e investigação incluem:
- Papanicolau (citologia oncótica): Detecta alterações celulares no colo uterino.
- Teste de HPV: Identifica a presença de subtipos de alto risco.
- Colposcopia: Exame visual com aumento para investigação de lesões suspeitas.
- Biópsia do colo uterino: Permite o diagnóstico definitivo de alterações de alto grau ou câncer. A core biopsy (biópsia por fragmento com agulha grossa) pode ser indicada em alguns casos para análise tecidual mais detalhada, especialmente quando há suspeita clínica de câncer significativo.
Vacina para prevenção do câncer de colo de útero
A vacina contra o HPV é uma das maiores conquistas da medicina preventiva na luta contra o câncer de colo do útero. Ela protege contra os principais subtipos do vírus relacionados a lesões precursoras e ao câncer cervical — especialmente os tipos 16 e 18.
No Brasil, a vacina faz parte do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e é oferecida gratuitamente pelo SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos, além de grupos especiais até os 45 anos, como pacientes imunossuprimidos. A adesão à vacinação na idade certa é fundamental para garantir a proteção antes do início da vida sexual e reduzir significativamente a incidência futura da doença.
Vacinar é um ato de cuidado com o presente e de proteção para o futuro.
A importância do diagnóstico precoce e do exame de genotipagem do HPV
O diagnóstico precoce é uma das estratégias mais eficazes para prevenir o câncer do colo do útero. Por meio de exames regulares, como o Papanicolau e os testes de HPV, é possível identificar lesões precursoras antes que evoluam para um câncer invasivo.
Nos últimos anos, os testes de detecção molecular do HPV têm ganhado destaque. Esses exames não apenas identificam a presença do vírus, mas também fazem a genotipagem, ou seja, identificam quais são os subtipos do HPV presentes na amostra. Isso é fundamental porque certos genótipos, como os tipos 16 e 18, estão fortemente associados ao risco elevado de desenvolvimento de câncer.
A genotipagem permite um acompanhamento mais individualizado, ajudando o médico a definir a melhor conduta de vigilância ou tratamento. Incorporar essa tecnologia aos protocolos de rastreamento reforça a medicina de precisão e contribui para salvar vidas por meio da detecção precoce.
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