O que é o Outubro Rosa?
O Outubro Rosa é um movimento mundial de conscientização sobre o câncer de mama, realizado todos os anos no mês de outubro. Seu foco é alertar sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença, com ações educativas e de mobilização de instituições de saúde, órgãos públicos e sociedade civil.
Por trás desse movimento estão mulheres que amamos: mães, filhas, irmãs e amigas. Depois dos tumores de pele não melanoma, o câncer de mama é o mais frequente entre as brasileiras, e o INCA estima 78.610 casos novos por ano no Brasil entre 2026 e 2028.
Aqui, vamos conversar sobre como o movimento surgiu, quais são seus objetivos, quais sinais merecem atenção e como o INGOH caminha ao lado de cada mulher, da suspeita ao tratamento.
Origem do Outubro Rosa e do laço rosa
O Outubro Rosa nasceu nos Estados Unidos, na década de 1990, quando diversas entidades passaram a promover atividades ligadas ao câncer de mama e a distribuir o laço rosa.
O símbolo do movimento, o laço cor-de-rosa, ganhou força no início dos anos 1990. Ele foi distribuído aos participantes da Corrida pela Cura, em Nova York, promovida pela Fundação Susan G. Komen for the Cure. Com o tempo, o laço se tornou um símbolo internacional de apoio e conscientização.
No Brasil, o movimento ganhou visibilidade no início dos anos 2000, com a iluminação de monumentos e prédios na cor rosa. Desde 2010, o INCA participa oficialmente do Outubro Rosa, promovendo debates e divulgando materiais informativos para profissionais de saúde e para a população.

Objetivos do Outubro Rosa
O principal objetivo do Outubro Rosa é que cada mulher tenha informação para cuidar de si e identificar o câncer de mama o quanto antes. Na prática, o movimento busca:
- Conscientizar sobre fatores de risco e de proteção relacionados ao câncer de mama.
- Estimular a detecção precoce, por meio da atenção aos sinais do corpo e do acesso aos exames recomendados.
- Combater mitos sobre a doença e sobre as formas de reduzir o risco.
- Incentivar o cuidado contínuo, já que o INCA reforça a necessidade de ações ao longo de todo o ano, e não apenas em outubro.
Câncer de mama em números: Brasil e Goiás
Os números ajudam a entender por que esse cuidado é tão importante. O câncer de mama é o tipo de câncer mais incidente e a primeira causa de morte por câncer entre as mulheres no Brasil. Veja os dados oficiais mais recentes:
| Indicador | Número | Fonte |
|---|---|---|
| Casos novos por ano no Brasil (2026 a 2028) | 78.610 | INCA, Estimativa 2026 |
| Risco estimado no Brasil | 71,57 casos a cada 100 mil mulheres | INCA, Estimativa 2026 |
| Casos novos estimados em Goiás (2026) | 2.150 | INCA, Goiás |
| Casos novos estimados em Goiânia (2026) | 620 | INCA, Goiânia |
Em Goiás, o câncer de mama também é o mais frequente entre as mulheres. Por trás de cada número existe uma mulher, uma família e uma história. Por isso, informação e acesso ao diagnóstico fazem tanta diferença.
Sinais de alerta, fatores de risco e rastreio com mamografia
Sinais que merecem avaliação médica
Segundo o Ministério da Saúde, os principais sinais do câncer de mama são:
- Nódulo (caroço) na mama, especialmente se for endurecido, fixo ou estiver aumentando;
- Alterações na pele da mama, como vermelhidão, retração ou aspecto de casca de laranja;
- Saída espontânea de líquido pelo mamilo;
- Mudanças no formato ou na posição do mamilo.
Essas alterações precisam ser investigadas, mas nem sempre indicam câncer. Conhecer o próprio corpo ajuda a perceber mudanças cedo.
Fatores de risco
A idade é o principal fator de risco para o câncer de mama feminino. O INCA também cita:
- Obesidade e sobrepeso após a menopausa;
- Sedentarismo;
- Consumo de bebida alcoólica;
- Primeira menstruação antes dos 12 anos;
- Histórico familiar de câncer e alterações genéticas, como nos genes BRCA1 e BRCA2.
Ter um ou mais fatores de risco não significa que a mulher terá a doença. Significa apenas que vale ter um olhar mais atento e manter o acompanhamento médico em dia.
Mamografia: o que diz a recomendação atual
A mamografia é o principal exame de rastreamento do câncer de mama. A recomendação da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica – SBOC é:
| População | Recomendação SBOC |
|---|---|
| Mulheres 40–74 anos | Mamografia anual, preferencialmente digital |
| ≥75 anos | Avaliação individualizada, considerando saúde global e expectativa de vida |
| Mulheres assintomáticas | Mamografia como método de rastreamento |
| Ultrassonografia isolada | Não substitui a mamografia de rastreamento |
| Autoexame das mamas | Não é método de rastreamento com benefício comprovado em mortalidade e não substitui a mamografia |
Mulheres com sinais suspeitos ou risco elevado devem buscar avaliação médica, independentemente da idade.
Por que o diagnóstico precoce faz diferença
O diagnóstico precoce aumenta significativamente a efetividade do tratamento do câncer de mama. Segundo o INCA, detectar os sinais em fase inicial traz melhores resultados no tratamento e ajuda a reduzir a mortalidade.
O tratamento é definido de forma individual, conforme o tipo e o estágio do tumor. Entre as possibilidades estão cirurgia, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia, terapia-alvo e hormonioterapia.
Por isso, o caminho entre a suspeita, a biópsia, o diagnóstico e o início do tratamento precisa ser ágil, bem organizado e acolhedor. Cada etapa conta, e nenhuma mulher deveria percorrer esse caminho sozinha.
Para mais informações sobre o tratamento oncológico, basta clicar aqui.
INGOH: referência no cuidado do câncer de mama em Goiás
O INGOH, Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia, diagnostica e trata mais da metade dos casos novos de câncer de mama atendidos por planos de saúde em Goiás. Essa experiência se traduz em um cuidado completo, humano e integrado, da suspeita ao acompanhamento.
Nossos médicos atuam na investigação e no diagnóstico e fazem os encaminhamentos necessários, como exames de imagem e radioterapia, quando indicados.
Linha Rosa INGOH: você não precisa passar por esse caminho sozinha
A Linha Rosa é a linha de cuidado do INGOH para mulheres com suspeita ou diagnóstico de câncer de mama ou ginecológico. Ela nasceu de uma ideia simples: diante do diagnóstico, tudo parece desconectado, como retalhos espalhados sobre a mesa. A Linha Rosa costura esses pedaços em um caminho organizado, com acolhimento em cada etapa.
Os objetivos da Linha Rosa são:
- agilidade na avaliação médica e no diagnóstico;
- atendimento humano e integrado;
- equipe multidisciplinar especializada;
- acompanhamento contínuo;
- estrutura dedicada ao tratamento da mulher.
Serviços que fazem parte da Linha Rosa
- Oncologia: especialistas em câncer que acompanham a paciente em todas as etapas, com tratamentos modernos como quimioterapia, imunoterapia, terapia-alvo e hormonioterapia.
- Cuidado multidisciplinar: oncologia clínica e cirúrgica, mastologia, ginecologia, hematologia, oncogeriatria e outras especialidades trabalhando juntas.
- Exames laboratoriais: laboratório completo, com metodologias modernas para diagnóstico e acompanhamento.
- Laboratório de patologia: análise de biópsias, anatomopatológico e imuno-histoquímica, essenciais para entender a lesão e definir o melhor plano de tratamento.

- Navegação oncológica (INGOH Navega): navegadores que orientam a paciente, organizam as etapas do tratamento e facilitam o acesso aos profissionais e serviços.
- Espaço da mulher (Mama & Amor): espaço exclusivo na matriz do INGOH em Goiânia, preparado para receber cada paciente durante a permanência no instituto. Inclui a crioterapia capilar com touca PAXMAN, que ajuda a preservar o cabelo em determinados protocolos de quimioterapia.

Qualidade certificada
O INGOH possui certificações que atestam a segurança e a qualidade dos seus processos:
| Certificação | Áreas |
|---|---|
| ONA 2 – Acreditado pleno | Serviço de oncologia do INGOH |
| PPCQ-SBP – Sociedade Brasileira de Patologia | Programa de Proficiência e Controle da Qualidade em imunohistoquímica de mama |
| Selo de Qualificação ONA para farmácia oncológica | Serviço de Manipulação e Atenção Farmacêutica |
| ISO 9001 | Padronização de processos e gestão de riscos |
| DICQ-SBP | Análises clínicas e patologia |
Receber uma suspeita ou um diagnóstico de câncer de mama pode trazer medo e muitas dúvidas. Neste Outubro Rosa, queremos lembrar que nenhuma mulher precisa enfrentar esse caminho sozinha. No INGOH, cada paciente é acolhida por uma equipe preparada para cuidar com técnica, carinho e atenção, do primeiro atendimento ao acompanhamento contínuo, porque cuidar do câncer é também cuidar da mulher por inteiro.
Perguntas frequentes sobre o Outubro Rosa
É o mês de conscientização sobre o câncer de mama. O objetivo é informar sobre fatores de risco, proteção e detecção precoce da doença.
O movimento surgiu nos Estados Unidos, na década de 1990. No Brasil, o INCA participa desde 2010.
É o símbolo internacional da luta contra o câncer de mama. Ele representa apoio às mulheres e incentivo à prevenção e ao diagnóstico precoce.
A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) recomenda mamografia anual para mulheres de 40 a 74 anos. A partir dos 75 anos, a avaliação deve ser individualizada.
Não. Alterações na mama precisam ser investigadas, mas muitas não são câncer. Só a avaliação médica define o diagnóstico.
Sim, mas é raro.
O diagnóstico precoce aumenta significativamente a efetividade do tratamento. Detectar a doença cedo traz melhores resultados e ajuda a reduzir a mortalidade.
Sim, atendemos os principais convênios no INGOH: Ipasgo, Unimed, Cassi, Bradesco Saúde, Sul América, Mais Saúde, Vivacom, Geap, Affego, Assefaz, Saúde Caixa e vários outros planos de saúde.
É a linha de cuidado do INGOH para mulheres com suspeita ou diagnóstico de câncer de mama ou ginecológico. Reúne oncologia, equipe multidisciplinar, laboratório, patologia, navegação oncológica e o espaço Mama & Amor, para que cada mulher se sinta amparada em todas as etapas.
Neste Outubro Rosa, cuide de você
O Outubro Rosa é um lembrete, mas o cuidado com a saúde das mamas vale o ano inteiro. Compartilhe este conteúdo com as mulheres que você ama: informação também salva vidas.
Se existe uma suspeita ou um diagnóstico de câncer de mama ou ginecológico, conte com a Linha Rosa INGOH.
Fale com o INGOH: telefone e WhatsApp (62) 3226-0200.
Fontes
- INCA. Estimativa 2026: incidência de câncer no Brasil
- INCA. Goiás: estimativa dos casos novos 2026
- INCA. Goiânia: estimativa dos casos novos 2026
- Ministério da Saúde, BVS. Outubro Rosa: mês de conscientização sobre o câncer de mama
- INCA. Ministério da Saúde padroniza informações para acesso ao exame de mamografia no SUS (2025)
- INCA. Detecção precoce do câncer de mama (Atlas de Mortalidade, 2023)
- INCA. Câncer de mama: vamos falar sobre isso? (2021)
- INCA. Câncer de mama: vamos falar sobre isso? (2025)
- Ministério da Saúde. Câncer de mama
- Prefeitura de São Paulo. Monumentos iluminados na cor rosa