Crises de fibromialgia podem aumentar durante período de pandemia

Crises de fibromialgia podem aumentar durante período de pandemia

Crises de fibromialgia podem aumentar durante período de pandemia – Estresse e fatores emocionais colaboram para desencadear quadro de dor crônica. Tratamento medicamentoso deve estar associado a hábitos de vida saudável

A pandemia causada pelo novo Coronavírus mudou drasticamente a rotina de todas as pessoas do mundo, seja de forma direta ou indiretamente. O período, rodeado por incertezas, também carrega dúvida, medo, estresse e insegurança por lidar com o desconhecido. Todos sofrem com a vulnerabilidade diante de um inimigo invisível: os colaboradores da Saúde que se desgastam mais durante o plantão e as demais profissões, ainda que não estejam na linha de frente do combate ao vírus, tiveram suas atividades alteradas e, algumas, até suspensas nessa fase.

Esse cenário é prejudicial para os pacientes que sofrem de fibromialgia, síndrome caracterizada por dor crônica que acomete o corpo inteiro e pode durar até três meses. Associado a esse sintoma, fatores como fadiga, cansaço, falta de energia e sensação de edema e inchaço nos pés são frequentemente relatados pelas pessoas diagnosticadas. Esse quadro se agrava com estresse, tensão e preocupação, sensações enfrentadas por leigos e especialistas durante a pandemia de Covid-19.

A Ciência ainda desconhece a causa específica da doença, mas se sabe que fator genético, traumas, infecções por vírus, doenças autoimunes, ansiedade e depressão estão ligados a ela. Por isso, “é extremamente importante que o paciente receba um tratamento global. Temos de entender que não existe um remédio milagroso que vai tirar toda a dor de forma imediata. Quem sofre com fibromialgia, além de tratar os sintomas, deve também tratar as causas. Medicamento auxilia, mas não resolve sozinho”, pontua Kleiner Vasconcelos Pinheiro, médico e diretor do Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (INGOH).

Estudos revelam que cerca de 2,5% da população brasileira sofrem com a doença, que também está associada a alterações gastrointestinais (intestino preso ou diarreia, flatulências e má digestão), má qualidade do sono, ansiedade e depressão. Diante disso, “trabalhamos em cima de causas tratáveis e buscamos melhorar o estilo de vida do paciente. Fatores emocionais são tratados, assim como qualidade do sono e da alimentação, saúde intestinal, deficiências nutricionais e hormonais”, explica o médico. Com vivência em uma abordagem mais funcional e integrativa, Pinheiro ressalta que a atividade física também é um importante aliado no tratamento desse paciente.

Crises de fibromialgia podem aumentar durante período de pandemia

Assessoria de Imprensa | INGOH

Veja também: COVID-19 X Doença Crônica

Siga a INGOH no Instagram!

Dia Mundial de Conscientização sobre Linfomas

Dia Mundial de Conscientização sobre Linfomas – Doença tem alta taxa de cura, mas informações ainda são pouco difundidas na população. Hematologista ressalta importância de diagnóstico precoce

Você sabe o que é Linfoma? Esse é um tipo de câncer que afeta o sistema linfático do organismo, que é composto por órgãos (linfonodos e gânglios) e tecidos que produzem as células responsáveis pela imunidade e vasos que conduzem essas células para o corpo. O sistema linfático tem a função de drenar o excesso de líquido das células para devolver os nutrientes necessários ao sangue e, assim, manter o equilíbrio corporal. A doença pode ser classificada como Linfoma de Hodgkin ou Linfoma não-Hodgkin, a depender do tipo de linfócito afetado. Linfócitos, por sua vez, são células do sistema imunológico, responsáveis por defender o corpo contra agentes invasores desconhecidos.

De acordo com a hematologista do Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (INGOH), Renata Zanzoni, a doença tem boas chances de cura, mas o diagnóstico inicial é importante para o sucesso assistencial. “Estamos falando de uma doença potencialmente curável, com ótimas opções terapêuticas para serem utilizadas e uma boa taxa de remissão com os protocolos utilizados já em primeira linha de tratamento. Para isso, o diagnóstico precoce é essencial, pois é a partir dele que se define a terapia mais indicada”, ressalta a médica.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que mais de 15 mil casos de Linfoma sejam diagnosticados no Brasil, em 2020, entre Hodgkin ou não-Hodgkin, com aproximadamente 5 mil óbitos ocasionados pela doença. Com o objetivo de reverter o quadro, o tratamento varia de acordo com a doença diagnosticada e pode contar com poliquimioterapia, radioterapia e imunoterapia. Para se ter uma ideia, o Linfoma não-Hodgkin tem cerca de 40 subtipos, por isso, o acompanhamento de um médico especialista é fundamental.

Entre os sintomas iniciais do Linfoma constam aumento dos linfonodos, popularmente conhecidos por íngua, do pescoço, das axilas e/ou virilha; suor noturno excessivo, febre, coceira na pele e perda de peso acentuada, sem causa aparente. “Nem todo inchaço ganglionar é câncer, mas ele indica que algo está em desequilíbrio no corpo, então, deve ser investigado”, alerta Zanzoni. Para diagnóstico adequado, inicialmente, biopsia e análise patológica são recomendadas.

Algumas substâncias químicas estão relacionadas à ocorrência do Linfoma. Diante disso, segundo o INCA, estudos como o Health Agricultury Health demonstram que trabalhadores rurais têm maior risco de desenvolver Linfoma não-Hodgkin, possivelmente pela exposição a agrotóxicos, solventes, diesel, poeiras e outros. No Linfoma de Hodgkin, o principal fator de risco está associado ao sistema imune comprometido, como portadores do vírus HIV e pacientes que fazem uso de imunossupressores – remédios indicados após realização de transplantes, para evitar a rejeição do órgão.

O Linfoma de Hodgkin e não-Hodgkin, portanto, são doenças de origens distintas e, consequentemente, se diferenciam em patologias distintas. Por isso, para maior esclarecimento da população, celebra-se o Dia Mundial de Conscientização sobre Linfomas, em 15 de setembro, com o objetivo de levar mais informações ao público em geral e, assim, mais vidas serem salvas. Para isso, o acompanhamento médico é fundamental, mesmo em tempos de pandemia.

Assessoria de Imprensa | INGOH