O que perguntar ao oncologista antes de iniciar o tratamento de câncer

Você esta em:

o que perguntar ao oncologista

Indice

O que perguntar ao oncologista é uma das primeiras dúvidas de quem recebe um diagnóstico de câncer. É um momento que naturalmente gera insegurança, e entender cada etapa do processo ajuda o paciente a se sentir mais preparado.

Neste artigo, reunimos as principais perguntas para levar à consulta: sobre diagnóstico, opções de tratamento, efeitos colaterais e o que esperar ao longo do cuidado.

Por que é importante tirar dúvidas antes de iniciar o tratamento oncológico?

Entender o próprio diagnóstico e as etapas do tratamento ajuda o paciente a participar das decisões sobre a própria saúde. Quando as dúvidas são esclarecidas, tende a haver menos ansiedade e mais confiança no processo, sem que isso substitua, em nenhum momento, a avaliação individual feita pelo médico.

Saber o que perguntar ao oncologista pode ajudar a:

  • Tomar decisões mais conscientes;
  • Reduzir inseguranças e medos;
  • Se preparar melhor para cada etapa;
  • Ter expectativas mais realistas sobre o tratamento.

O que perguntar ao oncologista sobre o diagnóstico?

Antes de falar sobre o tratamento, é importante entender bem o diagnóstico. Saber o tipo de câncer, o estágio da doença e se há indicação de outros exames ajuda o paciente a compreender as opções que serão discutidas na sequência.

Algumas perguntas importantes:

  • Qual é exatamente o tipo de câncer diagnosticado?
  • Em que estágio a doença se encontra? (o estadiamento indica a extensão da doença: se está localizada, infiltrada ou acomete algum outro órgão)
  • O quão agressivo é esse tumor?
  • Há necessidade de realizar outros exames?
  • Existem outros casos de câncer na família que devem ser investigados?
  • Preciso de algum teste ou painel genético para entender a doença ou definir o tratamento?

Quando há histórico familiar relevante, o oncologista pode indicar uma avaliação de risco hereditário. O INGOH oferece aconselhamento genético com especialista para esses casos. Não é um exame, mas uma consulta que ajuda a entender o risco individual e orientar a família.

Quais perguntas fazer sobre as opções de tratamento?

Existem diferentes tratamentos oncológicos, e cada um tem um objetivo específico. Entender por que um deles foi indicado para o seu caso ajuda a tomar decisões com mais segurança.

  • Quais são as opções de tratamento para o meu caso?
  • Qual é o objetivo do tratamento (cura, controle da doença, redução do tumor ou alívio de sintomas)?
  • Por que esse tratamento é recomendado?
  • É necessário combinar diferentes tratamentos?
  • Quais os riscos e benefícios esperados?

De forma simples, os tratamentos oncológicos sistêmicos mais comuns são: quimioterapia (medicamentos que agem contra células que se multiplicam rápido), imunoterapia (estimula o próprio sistema de defesa do corpo a agir contra o câncer), terapia-alvo (atua em alterações específicas encontradas no tumor) e hormonioterapia (bloqueia hormônios que alimentam alguns tipos de câncer).  Esses tratamentos são realizados no INGOH, com o acompanhamento multidisciplinar e de equipe médica especializada.

Alguns tumores também podem necessitar de outros tratamentos em diversas fases da doença, como cirurgia ou radioterapia. 

O que perguntar ao oncologista sobre efeitos colaterais?

Os efeitos colaterais são uma das maiores preocupações de quem inicia o tratamento contra o câncer. Saber quais podem aparecer, e como controlá-los, ajuda o paciente a se preparar e a procurar ajuda no momento certo.

  • Quais são os efeitos colaterais mais comuns desse tratamento?
  • Esses efeitos tendem a ser temporários ou podem ser permanentes?
  • Como posso reduzir ou controlar esses sintomas?
  • Em quais situações devo procurar ajuda médica?
  • Esse tratamento causa queda de cabelo? Há algo que pode ser feito para evitar isso?

Para pacientes em quimioterapia, por exemplo, o INGOH oferece a crioterapia capilar, técnica utilizada em ambiente especializado por uma equipe capacitada, que resfria o couro cabeludo durante a sessão e pode ajudar a reduzir a queda de cabelo em alguns casos. 

É importante ressaltar que o tratamento pode não ser indicado ou trazer benefício em alguns casos. Por isso, é fundamental consultar seu oncologista sobre a possibilidade. 

O que perguntar sobre rotina e qualidade de vida durante o tratamento?

O tratamento oncológico pode impactar diferentes aspectos da vida do paciente. Entender como a rotina poderá ser afetada ajuda a se organizar com mais tranquilidade.

  • Vou poder manter minhas atividades diárias?
  • Há restrições alimentares ou físicas?
  • Posso continuar trabalhando durante o tratamento?
  • Como o tratamento pode afetar minha disposição e energia?
  • Há suporte para controlar dor ou outros sintomas ao longo do tratamento?

O cuidado com a qualidade de vida faz parte do tratamento desde o início, e não apenas nas fases mais avançadas da doença. O INGOH oferece cuidado multidisciplinar com equipe médica, navegação, enfermagem, nutrição, psicologia e odontologia conforme suas necessidades durante o tratamento na instituição. 

O que perguntar sobre as expectativas em relação aos resultados do tratamento?

Entender o que esperar do tratamento ajuda a evitar frustrações e a manter uma visão realista do processo. Cada caso responde de uma forma, e o médico especialista pode explicar, com base no seu diagnóstico, o que é esperado e como será feito o acompanhamento.

  • Quais são as possibilidades de resposta ao tratamento no meu caso?
  • Como será feito o acompanhamento da evolução?
  • O que acontece se o tratamento não trouxer os resultados esperados?

 

O INGOH oferece atendimento multidisciplinar e cuidados continuados para pacientes elegíveis através do núcleo de cuidados paliativos. Com o objetivo de tratar qualidade de vida, controle de sintomas e planejamento de cuidados de forma integrada.

Quais são as limitações de tirar todas as dúvidas logo na primeira consulta?

Nem toda pergunta tem resposta definitiva no início do tratamento. Alguns resultados dependem de exames complementares, da avaliação de uma equipe multidisciplinar ou da resposta do organismo às primeiras sessões. Por isso, é normal e esperado que novas dúvidas surjam ao longo do caminho.

Os rumos do tratamento podem mudar a qualquer momento e a qualquer fase, e caso isso aconteça o seu médico sempre discutirá sobre isso, trazendo explicações e orientações nas consultas de acompanhamento e de seguimento.  

Por que anotar as perguntas e acompanhar as respostas ajuda no tratamento?

Durante a consulta, é comum esquecer informações importantes. Anotar previamente o que perguntar ao seu médico oncologista ou hematologista ajuda a não perder nenhum detalhe relevante ao longo do tratamento.

Levar um familiar ou acompanhante também pode ajudar, tanto para lembrar orientações médicas quanto para oferecer apoio emocional. No INGOH, o paciente também pode contar com o INGOH Navega, serviço de acompanhamento feito por um enfermeiro navegador e equipe multidisciplinar ao longo de todo o tratamento.

Informação e diálogo são aliados no tratamento

Buscar informação de qualidade e manter o diálogo aberto com o oncologista são atitudes que ajudam o paciente a se sentir mais participativo em cada etapa do cuidado.

Leia mais:

Como o INGOH pode apoiar você nesse momento?

O INGOH conta com equipe médica própria de oncologia clínica e estrutura de Cancer Center, incluindo centro de infusão para quimioterapia, imunoterapia, terapia-alvo e hormonioterapia. Ao longo do tratamento, o paciente pode contar com o acompanhamento do INGOH Navega.

Se você foi diagnosticado com câncer e está se preparando para a consulta com o oncologista, agende sua consulta pelo WhatsApp (62) 3226-0200.

Perguntas frequentes

Posso levar alguém comigo à consulta com o oncologista? Sim. Levar um familiar ou acompanhante pode ajudar a lembrar orientações e oferecer apoio emocional durante a consulta.

É normal ter muitas dúvidas antes de começar o tratamento? Sim, é uma reação comum diante de um diagnóstico de câncer. Anotar as perguntas com antecedência ajuda a não esquecer nenhum ponto importante.

Posso buscar uma segunda opinião médica antes de iniciar o tratamento? Sim. Buscar uma segunda opinião é um direito do paciente e pode ser feito a qualquer momento, sem prejudicar o acompanhamento com o oncologista responsável. Orientamos inclusive que o paciente sempre seja transparente com seu médico sobre o desejo de uma segunda opinião, para que o profissional forneça todas as orientações sobre esse processo.

O INGOH oferece acompanhamento durante todo o tratamento oncológico? Sim. Além das consultas e do centro de tratamento especializado, o INGOH conta com o INGOH Navega, serviço de acompanhamento feito por enfermeiro navegador e equipe multidisciplinar.