COVID-19: como manter a saúde cardiovascular em dia durante a quarentena

Mesmo em ambiente doméstico, rotina de atividade física deve ser mantida para controle de hipertensão, diabetes e obesidade. Aplicativos e aulas ao vivo auxiliam na prática

“O sedentarismo tem impacto negativo na vida do ser humano e isso já está evidenciado em centenas de estudos científicos. Em época de pandemia, precisamos adaptar a forma de praticar atividade física, mas não podemos parar de nos movimentar”, o alerta é do cardiologista Mayler Olombrada. O médico, que também coordena o Setor de Inovação do Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (INGOH), salienta que os aplicativos desenvolvidos para computadores e celulares podem ser utilizados nessa adaptação.

Em período de reclusão, as pessoas tendem a adotar um estilo de vida mais sedentário, o que favorece ao aumento do peso corporal e ao surgimento de comorbidades que elevam o risco cardiovascular, como obesidade e aumento da pressão arterial. Para combater esse quadro, Olombrada observa que há muitas plataformas gratuitas e disponíveis na internet, que podem servir de suporte para manutenção da vida fisicamente ativa, mesmo que em ambiente doméstico. Para ele, algumas questões devem ser observadas.

“Podemos dividir a população em três categorias: saudáveis e assintomáticos, por exemplo, que podem fazer exercícios mais intensos. Tem também aquelas pessoas que sentem eventual desconforto e, em uma consulta convencional, conseguimos orientá-las para atividade física moderada, com resultado efetivo e, ao mesmo tempo, segura para a sua condição de saúde. Um terceiro grupo, no entanto, deve ser submetido a exames mais detalhados, para que a prática de exercícios seja avaliada; os integrantes desse grupo devem aguardar o retorno das consultas ambulatoriais a fim de passar por uma análise mais detalhada”, pondera o especialista.

Com a liberação da Telemedicina pelo Conselho Federal de Medicina e pelo Ministério da Saúde de forma excepcional durante a pandemia, Olombrada salienta que é possível passar orientações seguras e acompanhar os pacientes que apresentam cardiopatias mais brandas. Essa ferramenta, inclusive, foi apontada como uma das que mais cresceu durante o período de disseminação do novo coronavírus. De acordo com estudo divulgado pela consultoria de administração americana Bain & Company, com sede em Massachusetts, a demanda por Telemedicina “explodiu na crise e deve se manter em alta a longo prazo”.

Atividade física

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a realização de exercícios aeróbicos moderados por um período de 150 minutos por semana. Movimentar-se em casa e fazer uso de aplicativos de ginástica podem auxiliar na manutenção do estilo de vida saudável, mesmo durante a pandemia. Mas, o que devemos observar se optarmos pela eficácia da tecnologia?

Cardiologista e gestor do Setor de Inovação do Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (INGOH), Mayler Olombrada esclarece que é importante manter a constância e observar a postura para evitar lesões. Para isso, aplicativos que disponibilizam o vídeo de execução do exercício são indicados, pois proporcionam mais consciência corporal – que também pode ser aprimorada com auxílio de um espelho, que possibilita a visualização do corpo durante o treino. Roupas adequadas e ambiente seguro também precisam ser levados em consideração.

Quando o foco da atividade for ligado ao sistema cardiorrespiratório, é importante ter consciência de que é necessário destinar um tempo para a realização. Ou seja, reservar, pelo menos, 30 minutos do seu dia e se exercitar de forma contínua e concentrada. “Há vários aplicativos gratuitos e muito bons que disponibilizam treinos aeróbicos e resistidos (força), essenciais para manter uma boa saúde cardiovascular e para fortalecer a musculatura”, pontua o médico.

Olombrada concedeu entrevista sobre esse assunto à TV Anhanguera, filiada Globo, e, na oportunidade, alerta outro fato importante neste período de pandemia, para que os pacientes em tratamento médico não interrompam suas medicações. O especialista observa que “todos os dias são divulgadas notícias sobre benefício de determinadas drogas e risco que outras causariam em pacientes acometidos pela COVID-19. A recomendação, no entanto, é para manter o tratamento ambulatorial, que eventualmente será modificado pelo médico em caso de uma internação”.

Confira o vídeo com a participação do médico e lembre-se, também, de cuidar da saúde emocional. O médico indica que técnicas de meditação e relaxamento podem ser aliadas nesse quesito, visto que o distanciamento social pode vir acompanhado de picos de estresse.

Assessoria de Comunicação | INGOH

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