Médico também doa plasma convalescente

Doação auxilia no tratamento de doentes acometidos pela COVID-19 que estão em estado crítico. Terapia experimental tem mostrado importantes resultados no mundo todo

“Meu conhecimento técnico permite que eu tenha consciência do quanto isso pode ser importante para alguém”. Com esse pensamento, Juliana Jaime, endocrinologista do corpo técnico do Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (INGOH), agendou sua doação de plasma convalescente na instituição, após se curar da Covid-19. A transferência de anticorpos, que são parte do sistema imunológico do ser humano, tem auxiliado no tratamento de pacientes acometidos pelo novo Coronavírus e internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), que estejam em estado crítico da doença.

Para a doação de plasma convalescente, o interessado deve estar há 14 dias sem sintomas e entrar em contato com o INGOH portando dados pessoais e resultado de exame inicial que testou positivo para a Covid-19. Será agendada uma entrevista para triagem, quando também o Instituto fará a coleta de um segundo exame para detectar a presença do vírus, bem como uma amostra sanguínea para verificar a existência de anticorpos no organismo. A partir desses resultados, se houver ausência de carga viral e dosagem significativa de anticorpos, a doação é agendada.

Seguindo esse processo, o médico oftalmologista Roberto Limongi também doou plasma convalescente no INGOH, após contaminação pelo novo Coronavírus. “Fui a um congresso, em São Paulo, e soube que vários participantes foram diagnosticados com Covid-19. Logo depois, tive dores fortíssimas no corpo e febre alta. Passado algum tempo, fiz exames para saber como estavam os meus anticorpos e, para minha surpresa, estavam bem altos. Então, decidi doar plasma, pois assim, posso ajudar pacientes de UTI e faço questão de divulgar essa iniciativa, para que outras pessoas saibam que existe essa possibilidade”, revela.

No INGOH, os exames de RT-PCR (coleta de secreção nasal) e Sorologia (amostra de sangue que detecta a presença de anticorpos) são realizados de forma gratuita aos pacientes convalescentes interessados em doar plasma, desde que apresentem um teste com o primeiro resultado positivo. A técnica de transferência de anticorpos é experimental, mas tem mostrado resultados animadores em pacientes do mundo todo.

Para Juliana Jaime, “poder doar plasma convalescente para salvar outras pessoas é até uma forma de gratidão por ter apresentado somente sintomas leves. Eu sou profissional da saúde e, assim, ainda consigo ajudar os meus colegas a oferecer tratamentos mais eficazes aos pacientes que necessitam”. Assim como Jaime, os doadores interessados também podem agendar atendimento no Banco de Sangue do INGOH, pelos telefones (62) 3226-0207 e (62) 99678-6888. “Não dói, não deixa qualquer tipo de sequela, ajudamos outras pessoas e é um processo seguro”, ressalta a médica.

Assessoria de Comunicação | INGOH

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