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Covid longa: sequelas da doença resistem ao fim do tratamento

Covid longa

Sequelas da doença resistem ao fim do tratamento

 

covid longa - sequelas do tratamentoUma extensa lista de sintomas pode acompanhar o paciente diagnosticado com Covid-19. Para falar sobre isso, a endocrinologista Marília Zanier, que compõe o corpo do Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (INGOH), concedeu entrevista ao jornal O Popular. A médica ressaltou que o descontrole hormonal está entre os principais sintomas enfrentados por pessoas que convivem com a popular Covid Longa.

Tais circunstâncias são acompanhadas por pesquisas clínicas e, ao periódico, a médica revelou que “Os principais problemas são relacionados à tireoide e diabetes. Em um dos estudos, a Covid foi associada a um risco de 64% maior do paciente ter diabetes”. Ela compartilhou ter pacientes jovens que desenvolveram diabetes tipo 1 depois de quadros mais graves da doença causada pelo vírus SARS-CoV-2.

Outra alteração abordada foi a descompensação da glândula tireoide, responsável pela produção de hormônios. “O vírus consegue entrar na glândula e pode acontecer uma tireoidite, que é a inflamação que pode causar uma tireoide subaguda, como caxumba e rubéola”, explicou Zanier ao jornal O Popular.

Tais quadros podem ser controlados, desde que acompanhados por médicos especialistas. É essencial, portanto, que você se atente aos sintomas apresentados, mesmo após o fim do tratamento. Em caso de dúvidas, procure um médico. Aqui no INGOH, temos excelentes profissionais, de diversas especialidades, sempre prontos a lhe ajudar! Conte conosco e, para agendamento de consultas, nos acione número (62) 3226-0200, que também é WhatsApp.

Para acessar a reportagem completa, clique aqui.

INGOH promove treinamento contra Covid-19

Educação continuada na empresa auxilia na proteção de pacientes e colaboradores

A atuação direta do Serviço de Controle de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (SCIRAS) tem mostrado bons resultados no combate ao novo Coronavírus no Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (INGOH). Na última sexta-feira (24), o setor realizou mais um treinamento para os colaboradores da unidade, com foco na proteção individual e fluxos para atendimento ao paciente, o que consequentemente reflete na qualidade e na segurança do atendimento entregue pelos profissionais às pessoas que frequentam o INGOH.

“Colaboradores que entendem o processo de assistência como um todo e compreendem que sua atuação individual reflete no resultado coletivo é essencial. A partir dessa consciência, conseguimos um ambiente de trabalho seguro e, consequentemente, entregamos um atendimento de qualidade aos nossos pacientes”, pontua a enfermeira coordenadora do SCIRAS, Elia Karolina Gobbi. Essa proximidade constante entre departamento técnico e funcionários de assistência e de áreas administrativas tem gerado resultados positivos e significativos na empresa.

Gobbi relata que o primeiro plano de contingência do INGOH foi publicado no dia 14 de fevereiro, quando também foram iniciados os treinamentos junto à equipe. “Essas medidas contribuíram para que o time do INGOH já estivesse treinado, antes mesmo da Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar, em 11 de março, que o mundo vivia uma pandemia provocada pelo novo Coronavírus”, observa a enfermeira.

Além do treinamento contínuo, o INGOH adotou uma série de medidas para contribuir com a segurança dos pacientes que necessitam dos serviços entregues pela unidade. Entre elas, a instituição adquiriu uma plataforma de consulta virtual para atender colaboradores que estão com suspeita e acompanhar a evolução do quadro. Dessa forma, todos os casos são assistidos por um médico do INGOH, via telemedicina, o que garante mais comodidade ao colaborador e um ambiente mais seguro aos pacientes.

Assessoria de Comunicação | INGOH

Médico também doa plasma convalescente

Doação auxilia no tratamento de doentes acometidos pela COVID-19 que estão em estado crítico. Terapia experimental tem mostrado importantes resultados no mundo todo

“Meu conhecimento técnico permite que eu tenha consciência do quanto isso pode ser importante para alguém”. Com esse pensamento, Juliana Jaime, endocrinologista do corpo técnico do Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (INGOH), agendou sua doação de plasma convalescente na instituição, após se curar da Covid-19. A transferência de anticorpos, que são parte do sistema imunológico do ser humano, tem auxiliado no tratamento de pacientes acometidos pelo novo Coronavírus e internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), que estejam em estado crítico da doença.

Para a doação de plasma convalescente, o interessado deve estar há 14 dias sem sintomas e entrar em contato com o INGOH portando dados pessoais e resultado de exame inicial que testou positivo para a Covid-19. Será agendada uma entrevista para triagem, quando também o Instituto fará a coleta de um segundo exame para detectar a presença do vírus, bem como uma amostra sanguínea para verificar a existência de anticorpos no organismo. A partir desses resultados, se houver ausência de carga viral e dosagem significativa de anticorpos, a doação é agendada.

Seguindo esse processo, o médico oftalmologista Roberto Limongi também doou plasma convalescente no INGOH, após contaminação pelo novo Coronavírus. “Fui a um congresso, em São Paulo, e soube que vários participantes foram diagnosticados com Covid-19. Logo depois, tive dores fortíssimas no corpo e febre alta. Passado algum tempo, fiz exames para saber como estavam os meus anticorpos e, para minha surpresa, estavam bem altos. Então, decidi doar plasma, pois assim, posso ajudar pacientes de UTI e faço questão de divulgar essa iniciativa, para que outras pessoas saibam que existe essa possibilidade”, revela.

No INGOH, os exames de RT-PCR (coleta de secreção nasal) e Sorologia (amostra de sangue que detecta a presença de anticorpos) são realizados de forma gratuita aos pacientes convalescentes interessados em doar plasma, desde que apresentem um teste com o primeiro resultado positivo. A técnica de transferência de anticorpos é experimental, mas tem mostrado resultados animadores em pacientes do mundo todo.

Para Juliana Jaime, “poder doar plasma convalescente para salvar outras pessoas é até uma forma de gratidão por ter apresentado somente sintomas leves. Eu sou profissional da saúde e, assim, ainda consigo ajudar os meus colegas a oferecer tratamentos mais eficazes aos pacientes que necessitam”. Assim como Jaime, os doadores interessados também podem agendar atendimento no Banco de Sangue do INGOH, pelos telefones (62) 3226-0207 e (62) 99678-6888. “Não dói, não deixa qualquer tipo de sequela, ajudamos outras pessoas e é um processo seguro”, ressalta a médica.

Assessoria de Comunicação | INGOH

Plasma convalescente – transferência de anticorpos que auxilia no tratamento da Covid-19

Hemocomponente pode ser doado por quem testou positivo para a doença causada pelo novo Coronavírus e processo pode ser repetido até quatro vezes em dois meses. Pacientes graves podem ser beneficiados

Na manhã desta quarta-feira (24), a doutora Mireille Guimarães, hematologista do Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (INGOH), concedeu entrevista ao Jornal Bom Dia Goiás, da TV Anhanguera – filiada Globo, para explicar sobre o uso do plasma convalescente no tratamento contra a Covid-19. O hemocomponente tem sido utilizado como tratamento experimental para pacientes acometidos pela síndrome respiratória causada pelo novo Coronavírus. Considerando evidências atuais da literatura médica, a transferência de anticorpos presentes no sangue de pessoas já curadas, auxilia no combate do vírus ativo.

A médica alerta para o fato de que as vítimas da Covid-19 podem apresentar complicações respiratórias graves com necessidade de suporte de oxigênio. “Nesse momento, nós temos poucas armas para o tratamento da Covid-19 e os pacientes mais graves, como aqueles internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e dependentes de respiração mecânica, têm sido beneficiados com essa terapia”, pontua a médica. “Apesar de ainda ser uma técnica experimental no mundo inteiro, os resultados têm sido muito bons!”, observa.

Homens e mulheres, acima dos 18 anos, que tiveram testagem positiva para o novo Coronavírus e estejam sem sintomas há, pelo menos, 14 dias podem fazer a doação de plasma. “Em um processo semelhante ao de coleta de plaquetas, uma máquina retira o plasma do sangue e devolve todos os demais componentes para o doador. Esse processo possibilita que um único doador possa doar plasma até quatro vezes em um período de dois meses. A partir disso, conseguimos fornecer o anticorpo, que é um dos sistemas de defesa do organismo, para ajudar o paciente grave a lutar contra a Covid-19”, salienta Guimarães.

Em conjunto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o Ministério da Saúde (MS) determinou que a coleta de plasma convalescente para Covid-19 seja feita, exclusivamente, por serviços de hemoterapia regularizados junto à Vigilância Sanitária. A iniciativa se mostra de suma importância na luta contra o novo Coronavírus e foi endossada pela Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH).

Pensando na segurança dos doadores e para não estimular a transmissão do novo Coronavírus, o INGOH está trabalhando com doações pré-agendadas. Os interessados em doar plasma convalescente devem entrar em contato com a instituição pelos números (62) 3226-0200 ou (62) 99678-6888.

Confira entrevista completa.

Assessoria de Comunicação | INGOH

Inteligência Artificial no combate à Covid-19

Há alguns anos, quando se falava em tecnologia e Inteligência Artificial (IA), muitos imaginavam cenários hollywoodianos, com carros voadores e robôs, que podiam desempenhar atividades domésticas, mas também se rebelarem contra os humanos. O que poucos imaginavam, no entanto, é que, em 2020, a IA teria uma atuação protagonista para salvar a espécie humana de uma pandemia viral, como a Covid-19.

A inovação passou a ser uma das armas de combate ao novo coronavírus, sendo que, em cinco meses, mais de 5,5 milhões de pessoas no mundo foram acometidas, com quase 350 mil óbitos. Com tamanho poder de transmissão, alguns países optaram por investir na produção de algoritmos que pudessem colaborar para diversos setores assistenciais.

Assim como o surgimento do vírus se deu no Oriente, de lá, também, apareceram os primeiros exemplos de automação que deram celeridade ao tratamento e mais proteção ao ser humano. Uma das frentes de atuação que podemos citar ocorreu na própria península de Hubei, epicentro mundial da doença. Lá, imagens de tomografia computadorizada têm sido analisadas por IA para ajudar no diagnóstico inicial da Covid-19. Com leitura convencional, a interpretação do exame leva em torno de 15 minutos; quando automatizada, apenas 10 segundos.

A IA também tem sido utilizada em robôs que ajudam a examinar o paciente com suspeita da doença e a entregar medicamentos para aqueles que já têm diagnóstico concluso. Com o mesmo objetivo de evitar contato direto do ser humano com áreas infectadas, aparelhos autônomos estão sendo usados para limpar o metrô de Hong Kong. No ocidente, nota-se um esforço contínuo para treinar máquinas que possam cruzar experiências bem-sucedidas, em busca do tratamento ideal contra a Covid-19. Suíça e Canadá, por exemplo, têm desenvolvido algoritmos que fazem o diagnóstico desta doença a partir do tipo de tosse apresentada pelo enfermo.

Apesar de ainda termos muito para evoluir, a inovação tem ganhado mais espaço no Brasil, evidenciado pelo surgimento de inúmeras startups com atuação em saúde (HealthTechs), com incentivos de diversos órgãos para elaborar soluções que contribuam para o combate à doença. Diante disso, fica a conclusão de que o desenvolvimento da IA não tem o objetivo de substituir o homem. Trata-se da possibilidade de aumentar o potencial humano, contribuindo para uma inteligência aumentada que promova a simbiose homem-máquina.

Mayler Olombrada – médico cardiologista e gestor de inovação do INGOH

Texto publicado no Site A Redação, em 28 de maio de 2020

COVID-19: como manter a saúde cardiovascular em dia durante a quarentena

Mesmo em ambiente doméstico, rotina de atividade física deve ser mantida para controle de hipertensão, diabetes e obesidade. Aplicativos e aulas ao vivo auxiliam na prática

“O sedentarismo tem impacto negativo na vida do ser humano e isso já está evidenciado em centenas de estudos científicos. Em época de pandemia, precisamos adaptar a forma de praticar atividade física, mas não podemos parar de nos movimentar”, o alerta é do cardiologista Mayler Olombrada. O médico, que também coordena o Setor de Inovação do Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (INGOH), salienta que os aplicativos desenvolvidos para computadores e celulares podem ser utilizados nessa adaptação.

Em período de reclusão, as pessoas tendem a adotar um estilo de vida mais sedentário, o que favorece ao aumento do peso corporal e ao surgimento de comorbidades que elevam o risco cardiovascular, como obesidade e aumento da pressão arterial. Para combater esse quadro, Olombrada observa que há muitas plataformas gratuitas e disponíveis na internet, que podem servir de suporte para manutenção da vida fisicamente ativa, mesmo que em ambiente doméstico. Para ele, algumas questões devem ser observadas.

“Podemos dividir a população em três categorias: saudáveis e assintomáticos, por exemplo, que podem fazer exercícios mais intensos. Tem também aquelas pessoas que sentem eventual desconforto e, em uma consulta convencional, conseguimos orientá-las para atividade física moderada, com resultado efetivo e, ao mesmo tempo, segura para a sua condição de saúde. Um terceiro grupo, no entanto, deve ser submetido a exames mais detalhados, para que a prática de exercícios seja avaliada; os integrantes desse grupo devem aguardar o retorno das consultas ambulatoriais a fim de passar por uma análise mais detalhada”, pondera o especialista.

Com a liberação da Telemedicina pelo Conselho Federal de Medicina e pelo Ministério da Saúde de forma excepcional durante a pandemia, Olombrada salienta que é possível passar orientações seguras e acompanhar os pacientes que apresentam cardiopatias mais brandas. Essa ferramenta, inclusive, foi apontada como uma das que mais cresceu durante o período de disseminação do novo coronavírus. De acordo com estudo divulgado pela consultoria de administração americana Bain & Company, com sede em Massachusetts, a demanda por Telemedicina “explodiu na crise e deve se manter em alta a longo prazo”.

Atividade física

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a realização de exercícios aeróbicos moderados por um período de 150 minutos por semana. Movimentar-se em casa e fazer uso de aplicativos de ginástica podem auxiliar na manutenção do estilo de vida saudável, mesmo durante a pandemia. Mas, o que devemos observar se optarmos pela eficácia da tecnologia?

Cardiologista e gestor do Setor de Inovação do Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (INGOH), Mayler Olombrada esclarece que é importante manter a constância e observar a postura para evitar lesões. Para isso, aplicativos que disponibilizam o vídeo de execução do exercício são indicados, pois proporcionam mais consciência corporal – que também pode ser aprimorada com auxílio de um espelho, que possibilita a visualização do corpo durante o treino. Roupas adequadas e ambiente seguro também precisam ser levados em consideração.

Quando o foco da atividade for ligado ao sistema cardiorrespiratório, é importante ter consciência de que é necessário destinar um tempo para a realização. Ou seja, reservar, pelo menos, 30 minutos do seu dia e se exercitar de forma contínua e concentrada. “Há vários aplicativos gratuitos e muito bons que disponibilizam treinos aeróbicos e resistidos (força), essenciais para manter uma boa saúde cardiovascular e para fortalecer a musculatura”, pontua o médico.

Olombrada concedeu entrevista sobre esse assunto à TV Anhanguera, filiada Globo, e, na oportunidade, alerta outro fato importante neste período de pandemia, para que os pacientes em tratamento médico não interrompam suas medicações. O especialista observa que “todos os dias são divulgadas notícias sobre benefício de determinadas drogas e risco que outras causariam em pacientes acometidos pela COVID-19. A recomendação, no entanto, é para manter o tratamento ambulatorial, que eventualmente será modificado pelo médico em caso de uma internação”.

Confira o vídeo com a participação do médico e lembre-se, também, de cuidar da saúde emocional. O médico indica que técnicas de meditação e relaxamento podem ser aliadas nesse quesito, visto que o distanciamento social pode vir acompanhado de picos de estresse.

Assessoria de Comunicação | INGOH

Hipertensão e Covid-19

Doença crônica pode ser prevenida, mas mata 10 milhões de pessoas por ano no mundo. No Brasil, os números também são altos, com média anual superior a 302 mil  óbitos. Durante pandemia, estatística de parada cardíaca fora de hospitais subiu 58%.

Em apenas um ano, quase 10 milhões de pessoas no mundo morrem em decorrência da hipertensão. A doença atinge cerca de 4 em cada 10 adultos com mais de 25 anos de idade e é o principal fator de risco para doenças cardiovasculares. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS) e são corroborados por estatísticas da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). De acordo com a entidade americana, cerca de 1,6 milhões de mortes são causadas por doenças cardiovasculares na região das Américas. Dessas, meio milhão ocorrem em pessoas com menos de 70 anos de idade – contabilizadas como prematuras ou evitáveis.

O cardiologista do Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (INGOH), Mayler Olombrada, alerta para os dados brasileiros, que também são preocupantes. Ele apontou que, de acordo com o Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2018), do Ministério da Saúde, o País contabiliza uma média de 34 mortes por hora, 829 por dia e mais de 302 mil no ano. Após pesquisa realizada nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal, foi apontado que 24,7% da população nacional apresenta diagnóstico médico de hipertensão arterial.

Essa taxa, nas Américas, chega a 40%, o que significa que cerca de 250 milhões de pessoas sofrem de pressão arterial elevada, segundo estudo da OPAS.

“Diante disso, o que deve ser alertado à sociedade, no Dia Mundial da Hipertensão, celebrado em 17 de maio, por exemplo, é que a doença pode ser prevenida ou adiada, desde que o indivíduo adote um conjunto de medidas preventivas, entre as quais vale ressaltar a redução do consumo de sal, a necessidade de adotar uma dieta rica em frutas e legumes, além da prática de atividades físicas e a manutenção do peso corporal saudável”, recomenda o médico. Dessa forma, a maioria dos óbitos citados acima poderia ter sido evitada. E, pensando nisso, as Nações Unidas adotaram como objetivo reduzir 25% do índice de hipertensão no mundo e 30% do sódio nas refeições, até 2025.

COVID-19 e Hipertensão

Além dos problemas associados à hipertensão por si só, em 2020, o serviço de saúde tem mais uma preocupação com os pacientes hipertensos, pois eles compõem o grupo de risco para complicações associadas à Covid-19, doença provocada pelo novo Coronavírus. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a mortalidade média da Sars-Cov-2 para a população em geral gira em torno de 3%, índice que sobre para 10,5% em pessoas portadoras de doenças cardiovasculares.

Para confirmar essas estatísticas, os estudos iniciais trabalham com várias hipóteses, pois há suspeitas – ainda não evidenciadas – de que o uso de medicamentos indicados para o controle de doenças cardiovasculares favoreça a disseminação do novo Coronavírus. Por medo dessa situação, pacientes têm deixado de tomar os remédios prescritos e, ao apresentarem mal-estar em casa, não procuram um pronto socorro com receio de contaminação pelo vírus. Isso faz com que aumente as chances de complicações relacionadas à hipertensão, como Acidente Vascular Cerebral (AVC) e infarto.

Mayler Olombrada, cardiologista do INGOH, observa que o periódico The New England Journal of Medicine apresentou, no último mês de abril, um gráfico com o número de paradas cardíacas que aconteceram fora de ambientes hospitalares durante os primeiros 40 dias de surto de Covid-19, na Itália, comparado ao mesmo período de 2019. Esse tipo de diagnóstico, de um ano para o outro, apresentou um aumento de 58%.

Para se ter uma ideia, entre 21 de fevereiro e 31 de março desse ano, foram relatados 9806 casos de gripe pelo novo Coronavírus na região do estudo. Nesse mesmo prazo, 362 paradas cardíacas foram registradas, enquanto, no mesmo intervalo de tempo, em 2019, esse número foi de 229. “É extremamente importante que o paciente cardiopata não pare o tratamento por conta própria. Manter o contato com o médico, inclusive durante esse período crítico, é essencial, seja de forma presencial ou através das plataformas de Telemedicina que já estão disponibilizadas por várias clínicas”, recomenda o médico.

Assessoria de Comunicação | INGOH