Para que serve a Quimioterapia?

Para que serve a Quimioterapia?

Quimioterapia (Para que serve)

Para que serve a Quimioterapia? – é um tipo de medicação utilizada para o tratamento do câncer com o objetivo de evitar seu crescimento, reduzí-lo ou mesmo eliminá-lo completamente. Em geral, a QT é administrada pela veia, mas alguns medicamentos já estão disponíveis na forma de comprimidos (pela boca). Existem centenas de tipos de quimioterapia que podem ser usadas sozinhas ou combinadas.

As principais indicações da quimioterapia são:

a- Curativa: Seu Oncologista fala que a intenção da QT é curativa quando seu uso é capaz de levar à resolução completa do tumor, isto é, cura. Os principais exemplos são os linfomas, leucemias e os tumores de testículo.

b- Adjuvante: A QT é chamada de adjuvante quando é utilizada após o tratamento definitivo, por exemplo, cirurgia, com o objetivo de erradicar possíveis focos microscópicos de tumor. Seu papel é portanto preventivo.

c- Neoadjuvante: Quando queremos reduzir o tumor usando quimioterapia antes do tratamento definitivo, por exemplo cirurgia, com o objetivo de torná-la mais fácil ou menos agressiva, chamamos de neoadjuvante.

d- Conversão: A QT tem a indicação de conversão quando queremos tornar uma lesão irressecável em ressecável. Isto é, quando queremos utilizar a quimioterapia para reduzir o tamanho do tumor para permitir seu tratamento definitivo, na maioria das vezes cirurgia.

e- Paliativa: Quando a cura não é mais o foco do tratamento, mas sim o aumento da expectativa de vida com qualidade, dizemos que a intenção é paliativa.

Direitos do paciente com câncer

Direitos do paciente com câncer

Direitos do paciente com câncer – A legislação brasileira assegura aos portadores de neoplasia maligna (câncer) e outras doenças graves, alguns direitos. Seguem, aqui, algumas informações importantes.

Planos de Saúde:

– Compete ao plano ou seguro saúde comprovar o conhecimento prévio da doença pelo cliente antes da assinatura do contrato. Mas lembre-se, o fornecimento de informações falsas na declaração de saúde implica em fraude, pode levar ao cancelamento do contrato e à cobrança de todo o tratamento, bem como as conseqüências criminais.

– É proibida a limitação do prazo de internação hospitalar, mesmo em UTI, para contratos após 1999.

– Para o câncer de mama é assegurada a cirurgia plástica reparadora, pelo plano de saúde, nos contratos após 1999.

– Alguns planos, como o IPASGO (Lei n o 14.488, 2003), asseguram a isenção da co-participação nos casos de tratamentos crônicos e onerosos, para o titular e seus dependentes do grupo familiar, após avaliação médico e social, levando- se em consideração, a renda familiar e o valor da despesa.

– No caso de problemas com seu Plano de Saúde, entre em contato com o PROCON ou com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) – 0800.70119656. Lembre-se que a ANS só regula entidades privadas. Se seu plano for gerido por uma autarquia, como é o caso do IPASGO em Goiás, a ANS não tem como interferir no processo.

Direitos do paciente com câncer

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Prevenção do Câncer

Prevenção do Câncer

Prevenção do Câncer – O câncer é uma doença desafiadora, e um dos principais problemas é o acesso à informação de como evitá-lo.

A prevenção consiste na prática de estratégias que reduzam a mortalidade e as repercussões físicas, psíquicas e sociais dos cânceres mais prevalentes. Informação sobre prevenção são de fundamental importância.

Exames de screening ou rastreamento são aqueles realizados em indivíduos que não apresentam sintomas com o objetivo de detectar lesões pré-malignas e câncer em estágio precoce.

Conheça as principais tipos de câncer que podem ser evitados com estratégias deste tipo:

1. Câncer coloretal

2. Câncer de colo de útero

3. Câncer de mama

4. Câncer de próstata

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Prevenção do Câncer

Os Efeitos Colaterais

Os Efeitos Colaterais

Efeitos Colaterais

Os Efeitos Colaterais– A principal característica dos tumores é o crescimento desordenado de células que, sob circunstâncias normais estão sob controle. Quando falamos em quimioterapia, falamos em drogas que inibem o crescimento e a reprodução das células. A grande vantagem é que as drogas são distribuídas para a maior parte do corpo e podem combater as células cancerosas onde quer que elas se encontrem. Infelizmente, essa grande vantagem é também sua grande desvantagem, as drogas não afetam somente as células cancerosas, mas também as células normais, principalmente aquelas que estão em constante renovação, como as da medula óssea, do aparelho digestivo e dos folículos capilares. Felizmente, as células normais têm uma enorme capacidade de repor-se e a maioria dos efeitos colaterais são temporários.

É impossível predizer qualquer efeito colateral em um paciente específico. Há muitos medicamentos e muitos tipos de câncer. Cada pessoa tem uma reação completamente diferente à mesma droga. No entanto, os efeitos colaterais, em geral, podem ser reunidos de acordo com a parte do corpo afetada pelas drogas:

. Aparelho digestivo – náuseas, vômitos, diarréia, obstipação (prisão de ventre), inflamações na boca e garganta.

. Medula óssea – redução no número de:

– células vermelhas (anemia);

– células brancas (leucopenia);

plaquetas (plaquetopenia ou trombocitopenia).

. Sistema reprodutor

. Queda de cabelos e pêlos – pode ocorrer perda parcial e uma mudança em sua textura e cor. Pode trazer algum aborrecimento, mas esse efeito é temporário e todo o seu cabelo voltará a crescer.

. Emoções

. Outras reações na pele:

– erupções, associados ou não a coceira;

– descoloração, ao longo do percurso das veias, se há irritação do revestimento interno;

– pele seca, por isso sempre utilize cremes ou óleos hidratantes;

– sensibilidade à luz solar (conhecida como fotossensibilidade)- é recomendado usar sempre um filtro solar ou roupas para proteger a pele.

Alguns medicamentos podem causar outras reações. É aconselhável familiarizar-se com as drogas que lhe são aplicadas e com suas possíveis reações. Lembre-se de que cada pessoa reage diferentemente e que os efeitos colaterais são, em geral, temporários.

Rastreamento do Câncer Colorretal

Rastreamento do Câncer Colorretal

Rastreamento do Câncer Colorretal – Texto do Dr. Leandro Gonçalves Oliveira, Oncologista Clínico médico do corpo clínico do INGOH

Exames de screening ou rastreamento são aqueles realizados em indivíduos assintomáticos com o objetivo de detectar lesões pré-malignas e câncer em estágio precoce. O câncer de intestino é o terceiro câncer mais comum no Brasil em homens e mulheres. Na maioria dos casos, a doença se desenvolve a partir de lesões chamadas adenomas, de forma lenta, indolor e silenciosa. Todo indivíduo adulto deve ser avaliado e classificado quanto ao risco de desenvolver câncer colorretal:

Risco moderado:

– Idade > 50 anos (cerca de 90% dos casos acometem indivíduos >50 anos)

Risco elevado:

– História familiar positiva de câncer colorretal ou adenomas

– Doença inflamatória intestinal (retocolite ulcerativa e doença de Chron)

– História pessoal prévia de adenomas ou câncer colorretal.

Risco muito elevado:

– Síndromes genéticas familiares de câncer colorretal como Polipose Adenomatosa Familiar e Síndrome de Lynch.

Os exames de rastreamento são classificados como testes capazes de detectar lesões pré-malignas (pólipos), como a colonoscopia, e testes que detectam câncer em fase inicial, a partir da pesquisa de sangue oculto nas fezes, por exemplo.

O Ministério da Saúde recomenda, para a população de risco moderado, assintomática, o início do rastreamento aos 50 anos com a pesquisa de sangue oculto nas fezes, repetido anualmente. Caso o exame seja positivo, deve ser realizada uma colonoscopia.

Diversas sociedades médicas consideram a colonoscopia como método preferido para screening uma vez que visualiza todo o intestino grosso e é capaz de detectar tanto lesões pré-malignas quanto lesões malignas em estádio inicial. A recomendação para indivíduos de risco moderado é realizar o primeiro exame aos 50 anos e repetir após 10 anos caso o exame seja normal.

Pacientes que apresentam sintomas de alarme para câncer, como dor abdominal, emagrecimento e principalmente sangue vivo nas fezes, devem ser submetidos à colonoscopia, e não à pesquisa de sangue oculto nas fezes.

Outros exames também aceitos para rastreamento (a partir dos 50 anos), porém utilizados com menor frequência são: retossigmoidoscopia , enema opaco e “colonoscopia virtual” por tomografia.

Indivíduos com fatores de risco elevado ou muito elevado de câncer de intestino são aconselhados a acompanhar com um especialista devido à necessidade de início dos exames mais precocemente, isto é, antes dos 50 anos de idade, e de forma mais frequente.

Converse com seu médico. Rastreamento do Câncer Colorretal. Faça sua parte na luta contra o câncer: previna-se!

Câncer de colo de útero

É o segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres. No Brasil, para 2010, são esperados 18.430 casos, com um risco estimado de 18 casos a cada 100 mil mulheres.

O surgimento do câncer do colo do útero está associado à infecção por alguns tipos de HPV, que podem ser transmitidos, por exemplo, pelo contato sexual. A maioria das infecções é transitória, sendo combatida espontaneamente pelo sistema imune; mas uma pequena fração (3% a 10%) das mulheres infectadas desenvolverá câncer do colo do útero.

Células infectadas pelo vírus HPV

A multiplicidade de parceiros sexuais e a iniciação sexual precoce são considerados fatores de risco. Como o uso de preservativo diminuiu o risco de transmissão do HPV, ele é uma forma de prevenção. A vacinação contra o vírus HPV, para prevenção de câncer de colo uterino, é recomendável para meninas entre 11 e 12 anos e mulheres entre 13 e 26 anos, que não receberam a vacina anteriormente.

Outros fatores de risco são o tabagismo, a baixa ingestão de vitaminas e o uso de contraceptivos orais.

A principal forma de prevenção é o teste colpocitológico, conhecido como Papanicolau, que reduz em cerca de 80% a mortalidade por este câncer, a partir do rastreamento de mulheres na faixa etária de 25 a 65 anos, e tratamento das lesões precursoras com alto potencial de malignidade ou carcinoma “in situ”. Recomenda-se, no entanto, que o exame colpocitológico deva ser iniciado antes dos 21 anos, independente do início ou não da vida sexual. Após o início do rastreamento, o intervalo do exame deve ser anual.

Fontes: Instituto Nacional do Câncer (INCA)
Manual de Oncologia do Instituto Sírio Libanês

Veja também:  Prevenção do Câncer

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Rastreamento do Câncer Colorretal

Manejando a perda de apetite e de peso quando se tem câncer

Manejando a perda de apetite e de peso quando se tem câncer

Perda de Apetite e de Peso quando se tem Câncer

Manejando a perda de apetite e de peso quando se tem câncer – Texto da Dra. Mireille Guimarães Vaz de Campos, Hematologista e Hemoterapeuta médica do corpo clínico do INGOH

Pacientes com câncer necessitam de um cuidado especial com a alimentação. Alimentar-se adequadamente é um passo importante para o sucesso do seu tratamento.

O que pode causar perda de peso ou ausência de apetite quando se tem câncer?

Câncer: mesmo se você comer muito, o câncer pode consumir quase todos os nutrientes que você está ingerindo. Além disso, dependendo da localização do tumor (por exemplo, tumores de cabeça e pescoço), pode haver dificuldade e/ou dor ao engolir.

Tratamento: Quimioterapia e radioterapia causam efeitos colaterais que podem tornar difícil o hábito de comer, como, por exemplo, náuseas, vômitos, feridas na boca, cansaço, boca seca ou alterações no sabor e cheiro dos alimentos.

Dor: Ter dor durante um tratamento (principalmente cirúrgico) pode causar perda de apetite

Humor: Se sentir triste ou preocupado pode levar a perda de apetite

Por que é importante comer?

Mesmo não querendo comer, é importante que o paciente se esforce para comer, principalmente durante o tratamento. Assim, você terá mais energia e se sentirá melhor, reduzindo o risco de ficar desnutrido em um momento onde seu corpo está lutando contra um inimigo que consome suas energias, o câncer.

Que alimentos podem me ajudar a manter o peso?

Alimentos com muitas calorias são ideais para quem tem câncer e precisa ganhar peso, alguns exemplos são:

– Sopas

– Leite, vitaminas, queijos, pudim

– Ovos, frango, carne vermelha e peixe

– Iogurte, frozen iogurte e sorvetes

– Castanhas, frutas secas, barras de cereais

– Carboidratos: arroz, massas, pães (cuidado com estes itens, se for diabético)

– Bebidas com suplementos: oferece a possibilidade de aumentar ou assegurar a ingestão de nutrientes em casos no qual a alimentação encontra-se inadequada nos paciente com câncer. Pode ser iniciada, se a ingestão de alimentos está diminuída a mais de 7 dias e pode ser mantida durante todo o tratamento. Antes de começar a tomar qualquer suplemento, é importante que você converse com seu médico ou nutricionista. Lembre-se que alguns suplementos alimentares podem interferir no tratamento do câncer e de alguns medicamentos prescritos.

O que eu posso fazer para comer o suficiente?

Fazer 5 a 6 refeições por dia, ao invés de 3 refeições grandes.

Beber líquidos entre e as refeições, ao invés de durante as refeições, assim não vai encher seu estômago com líquidos. Tente tomar pelo menos 2 litros de líquido ao dia (8 copos)

Evite bebidas alcóolicas

Comer petiscos saudáveis entre as refeições, sempre que sentir fome.

Adicionar óleo, manteiga, castanhas, leite em pó aos alimentos, para aumentar seu conteúdo calórico.

Comer alimentos que tenham o cheiro bom.

Adicionar condimentos para melhorar o sabor (lembre-se que o tratamento pode alterar o sabor dos alimentos. Teste com pequenas doses, mesmo se você anteriormente gostava do condimento, como alho e pimenta. Pode ser que durante o tratamento, você não tolere alguns deles).

Se alimente com sua família e amigos, torne o momento da refeição um horário agradável.

Compre comida pronta ou prepare pratos congelados, ara que não tenha que cozinhar todas as vezes que sentir fome. Lembre-se que sua energia está diminuída nesse período.

Peça alguém que compre ou cozinhe para você, se não se sente à vontade para isso.

Faça um pequena caminhada cerca de 1 hora antes de se alimentar, para te ajudar a ter apetite.

Questione seu médico sobre suplementos ou converse com um nutricionista.

Se está tendo efeitos colaterais com o tratamento que te impedem de se alimentar, lembre-se das seguintes dicas:

Se tem boca seca, beba muito líquidos (não apenas água, mas sucos, água de côco, bebidas isotônicas, chás) e evite alimentos duros ou difíceis de comer (como torradas e bolachas). Você pode comer alimentos úmidos, tomar um picolé ou sorvete ou chupar uma balinha (se for diabético, sem açúcar).

Se tem feridas na boca, coma alimentos macios que pode mastigar e engolir mais facilmente. Também pode cortar os alimentos em pequenos pedaços ou amassá-los. Evite pimenta e alimentos muito salgados.

Se está com náuseas, os alimentos devem ser leves e secos, como bolachas, arroz e torradas. Evite alimentos gordurosos e apimentados. Não fique muito temo sem se alimentar. Chupe gelo com sabores variados. Você pode fazer forminhas de gelo com água de coco ou sucos).

Se está com alterações na sensação de gosto e cheiro (paladar e olfatO0, escolha alimentos com boa aparência e odor agradável, chipe balas de menta ou hortelã (sem açúcar se for diabético). Se gosto metálico, evite a carne vermelha.

Se está com o intestino preso, beba mais líquidos (para aumentar o volume do bolo fecal) e faça pequenas caminhadas. Pode também aumentar a quantidade de alimentos ricos em fibras, como vegetais, frutas, feijão, castanhas e cereais.

Se está com diarreia, beba muito líquido (para evitar desidratar), evite leite, alimentos gordurosos e ricos em fibra

Como higienizar os vegetais?

Todos os vegetais (frutas, verduras e legumes) que forem consumidos crus devem passar por esse processo de higienização, que deve ser feito antes de descascar e cortar o alimento. Primeiro, você deve retirar folhas ou unidades deterioradas. Depois, lavar em água corrente as frutas, legumes e verduras (uma a uma); colocar de molho por 10 minutos (orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa) em uma solução contendo uma colher de sopa rasa de hipoclorito de sódio (água sanitária de 2 a 2,5%) para cada litro de água potável. Em seguida, enxague em água filtrada corrente. Nunca use cloro puro! Soluções de hipoclorito de sódio a 1% ou produtos à base de cloro orgânico, específicos para lavagem de vegetais, também podem ser utilizados.

Se sua defesa estiver muito baixa, lembre-se de evitar alimentos não cozidos ou alimentos que não podem ser lavados.

Quando avisar meu médico?

– Se não está conseguindo manter alimentos ou bebidas no estômago

– Se estiver com muita dor na barriga

– Se sentir muito fraco ou com tonturas

– Se tiver febre

Existem medicamento que aumentam o apetite?

Sim. Os médicos podem prescrever esses medicamentos, que incluem hormônios e substâncias esteroides, mas sempre existem efeitos colaterais.

Existem outras formas de alimentar?

Sim. Se não conseguir comer, mas seu corpo conseguir digerir, uma sonda nasogástrica ou nasoentérica (que nada mais é que um tubo de alimentação) pode ser colocado pelo nariz, com a outra ponta no estômago ou intestino delgado. Se o corpo não estiver sendo capaz de digerir, a nutrição pode ser administrada por uma veia, mas, em geral, essa opção não é necessária em pacientes com câncer.

Só porque é natural não significa que é seguro.

Muitas pessoas acreditam que qualquer alimento ou suplemento natural, seja melhor ou mais seguro do que algo refinado ou fabricado. Cogumelos venenosos, carvalho venenoso e hera venenosa são completamente naturais e extremamente tóxicos para as pessoas. Sempre converse com seu médico antes de alterar algum hábito alimentar. Pode ser que aquele alimento interfira no seu tratamento.

Referências:
www.uptodate.com.br
http://www2.inca.gov.br/

Veja também: Mês de Conscientização sobre doenças inflamatórias intestinais

Maio Roxo: mês de conscientização sobre doenças inflamatórias intestinais

Maio Roxo: mês de conscientização sobre doenças inflamatórias intestinais

Doenças Inflamatórias Intestinais

Maio Roxo: mês de conscientização sobre doenças inflamatórias intestinais

Patologias não têm cura, mas podem ser controladas com medicamento. Tempo para diagnóstico afeta qualidade do tratamento

Além do Maio Amarelo, já mais difundido entre a população, esse mês também busca conscientizar a sociedade sobre as Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs), especificamente Doença de Crohn e Retocolite. A primeira, caracteriza-se pela inflamação gastrointestinal que pode acometer todo trato digestivo; enquanto na segunda, a inflamação é exclusivamente no intestino grosso. Em campanha mundial, o Maio Roxo objetiva difundir mais informações sobre essas patologias, afim de que haja mais acesso ao tratamento e, consequentemente, maior qualidade de vida para esses pacientes, cuja estimativa é de que cheguem a 5 milhões no mundo.

Os principais sintomas apresentados pelas pessoas que sofrem com DIIs são dor abdominal associada a diarreia crônica (que dura mais de três semanas), com a presença de sangue, muco ou pus nas fezes. Além do trato gastrointestinal, outras partes do corpo também podem se manifestar com alterações, tais como pele, articulações, fígado e olhos. Emagrecimento, falta de apetite e queda do estado geral também são observados. As informações são da proctologista Belisa Tiegs, que compõe o corpo técnico do Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (INGOH).

A médica alerta para o fato de que a origem das DIIs ainda é desconhecida pela Ciência. “Sabese que alguns fatores associados levam ao aparecimento, sendo eles questões genéticas, hereditárias ou até uma infecção intestinal prévia pode servir como gatilho, além de alteração da microbiota e fatores alimentares e emocionais”, explica Tiegs. Assim como a causa é fator de investigação de pesquisadores, o diagnóstico também passa longe de ser simples. Em levantamento recente da Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn (ABCD), após a participação de quase 4 mil voluntários, 41% dos pacientes esperaram mais de um ano para o diagnóstico final, sendo que 20% desses, demoraram mais de três anos.

Em entrevista concedida ao Jornal O HOJE, Tiegs alerta que, além dos fatores físicos, a doença afeta o lado emocional do paciente, tanto que, em pesquisa divulgada pela Universidade Federal de Sergipe (UFSE), em 2018, viu-se que, mais de 50% dos participantes apresentavam sintomas depressivos. Apesar da doença não ter cura, Belisa Tiegs ressalta que é possível controlar as  crises inflamatórias. “Temos várias classes de medicamentos que podem ser utilizados. Via oral, subcutâneo, endovenoso e eles podem ser prescritos de forma associada ou não, de acordo com o nível de irritabilidade apresentada pelo enfermo. Por isso, é essencial o diagnóstico precoce, pois, assim, conseguimos proporcionar maior qualidade de vida para esse paciente”, alerta.

Apesar disso, o estudo desenvolvido pela ABCD mostrou que 12% dos pacientes demoraram mais de três anos para procurar auxílio médico, após o aparecimento dos primeiros sintomas. A justificativa apresentada pelos participantes variou entre meses de negação da doença, menosprezando os sintomas, até a dificuldade de encontrar um especialista que conheça a doença e faça um diagnóstico adequado. Fatos que justificam a importância de disseminar a campanha Maio Roxo entre as várias camadas sociais da população.

Neste vídeo, a médica Belisa Tiegs fala sobre a Campanha e demais características da doença. Confira!

Maio Roxo: mês de conscientização sobre doenças inflamatórias intestinais

Veja também: Manejando a perda de apetite e de peso quando se tem câncer

Assessoria de Comunicação | INGOH

Obesidade Infantil

Hoje, 3 de junho, é celebrado o Dia da Conscientização sobre a Obesidade Infantil. Discussão que tem se mostrado cada vez mais importante, visto que os hábitos adquiridos na infância refletem no resultado da vida adulta. Hoje, de acordo com o Ministério da Saúde, quase 13% das crianças brasileiras são obesas. O número é alarmante, pois o excesso de peso é prejudicial ao organismo, visto que é um fator resultante para o aparecimento de doenças como hipertensão e diabetes.

Desde o nascimento, a obesidade infantil pode e deve ser prevenida, a partir do estímulo exclusivo do aleitamento materno até os seis meses de vida. Depois disso, a alimentação deve ser complementada conforme orientação pediátrica. No entanto, com o passar dos anos, alguns fatores contribuem diretamente para o aparecimento da obesidade, doença perigosa que atinge indivíduos de todas as idades e de todos os níveis socioeconômicos. Hábitos alimentares inadequados, sedentarismo e consumo de alimentos industrializados são alguns exemplos, além dos fatores genéticos e hormonais.

Normalmente, a criança não nasce obesa, mas ela cresce sendo o reflexo do ambiente onde convive. Por isso, não só é fundamental que a família estimule o consumo de frutas, legumes e verduras, mas também que os adultos vivam esse estilo de vida. Afinal, os pequenos imitam gestos e atitudes das pessoas mais velhas da casa. Essencial também que as crianças sejam incentivadas a fazer brincadeiras que exijam movimento corporal, além de não consumir alimentos ricos em açúcar, sal e gorduras.

Esse é um tema que merece atenção, pois, na infância, a obesidade deixa de ser apenas um fator estético, que se torna motivo de bullying entre os colegas. Em processo de desenvolvimento do organismo como um todo, uma criança acima do peso também pode sofrer com problemas cardíacos e até mesmo com a má formação do esqueleto, cujo crescimento se estende até os 18 anos, aproximadamente. A obesidade é um problema grave e de saúde pública, que deve ser tratado com atenção e seriedade, com auxílio médico, inclusive, quando necessário.

Diante do exposto, deixo a orientação para que você, pai, mãe ou responsável, zele pela saúde de seu filho. Escolha alimentação saudável, monte lanches com valor nutricional alto, estimule a prática de atividade física e leve em consideração a maneira com que as escolas atuam em relação à alimentação saudável na infância. Obesidade é uma doença e pode matar!

Samir Stefano – médico nutrólogo do INGOH

Texto publicado no Site A Redação, em 3 de junho de 2020

Inteligência Artificial no combate à Covid-19

COVID-19: como manter a saúde cardiovascular em dia durante a quarentena

Inteligência Artificial no combate à Covid-19 – Há alguns anos, quando se falava em tecnologia e Inteligência Artificial (IA), muitos imaginavam cenários hollywoodianos, com carros voadores e robôs, que podiam desempenhar atividades domésticas, mas também se rebelarem contra os humanos. O que poucos imaginavam, no entanto, é que, em 2020, a IA teria uma atuação protagonista para salvar a espécie humana de uma pandemia viral, como a Covid-19.

A inovação passou a ser uma das armas de combate ao novo coronavírus, sendo que, em cinco meses, mais de 5,5 milhões de pessoas no mundo foram acometidas, com quase 350 mil óbitos. Com tamanho poder de transmissão, alguns países optaram por investir na produção de algoritmos que pudessem colaborar para diversos setores assistenciais.

Assim como o surgimento do vírus se deu no Oriente, de lá, também, apareceram os primeiros exemplos de automação que deram celeridade ao tratamento e mais proteção ao ser humano. Uma das frentes de atuação que podemos citar ocorreu na própria península de Hubei, epicentro mundial da doença. Lá, imagens de tomografia computadorizada têm sido analisadas por IA para ajudar no diagnóstico inicial da Covid-19. Com leitura convencional, a interpretação do exame leva em torno de 15 minutos; quando automatizada, apenas 10 segundos.

A IA também tem sido utilizada em robôs que ajudam a examinar o paciente com suspeita da doença e a entregar medicamentos para aqueles que já têm diagnóstico concluso. Com o mesmo objetivo de evitar contato direto do ser humano com áreas infectadas, aparelhos autônomos estão sendo usados para limpar o metrô de Hong Kong. No ocidente, nota-se um esforço contínuo para treinar máquinas que possam cruzar experiências bem-sucedidas, em busca do tratamento ideal contra a Covid-19. Suíça e Canadá, por exemplo, têm desenvolvido algoritmos que fazem o diagnóstico desta doença a partir do tipo de tosse apresentada pelo enfermo.

Apesar de ainda termos muito para evoluir, a inovação tem ganhado mais espaço no Brasil, evidenciado pelo surgimento de inúmeras startups com atuação em saúde (HealthTechs), com incentivos de diversos órgãos para elaborar soluções que contribuam para o combate à doença. Diante disso, fica a conclusão de que o desenvolvimento da IA não tem o objetivo de substituir o homem. Trata-se da possibilidade de aumentar o potencial humano, contribuindo para uma inteligência aumentada que promova a simbiose homem-máquina.

Mayler Olombrada – médico cardiologista e gestor de inovação do INGOH

Texto publicado no Site A Redação, em 28 de maio de 2020

No Brasil, quase 2 milhões de crianças são obesas

2 Milhões de Crianças são Obesas

No Brasil, quase 2 milhões de crianças são obesas

Data celebra meios de conscientização para problema de saúde pública. Mais que estética, obesidade infantil desencadeia problemas cardíacos e má formação óssea

O Dia da Conscientização sobre a Obesidade Infantil é celebrado em 3 de junho. Discussão que tem se mostrado cada vez mais importante, visto que os hábitos adquiridos na infância refletem na vida adulta. Hoje, de acordo com o Ministério da Saúde, mais de 13% das crianças brasileiras são obesas. O número é alarmante, pois corresponde a quase 2 milhões de crianças, entre 5 e 9 anos, que sofrem com a obesidade, fator prejudicial ao organismo por desencadear o aparecimento de doenças como hipertensão e diabetes.

Considerando a importância do tema, a endocrinologista do INGOH, Marília Zanier, concedeu entrevista à TV Anhanguera para alertar a população sobre os malefícios causados pela obesidade infantil. Ela alerta que, na infância, a obesidade deixa de ser apenas um fator estético, que se torna motivo de bullying entre os colegas. “Em processo de desenvolvimento do organismo como um todo, uma criança acima do peso também pode sofrer com problemas cardíacos e até mesmo com a má formação do esqueleto, cujo crescimento se estende até os 18 anos, aproximadamente”, observa.

A médica ainda atenta que a obesidade é um problema grave e de saúde pública, que deve ser tratado com atenção e seriedade, com auxílio médico, inclusive, quando necessário. Isso porque, de acordo com as Diretrizes Brasileiras de Obesidade, a probabilidade de que uma criança obesa permaneça obesa na idade adulta varia de 50%, se antes da puberdade, a 70%, após a puberdade.

De acordo com relatório da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), divulgado em novembro de 2019, a América Latina e o Caribe são as regiões mais afetadas pela obesidade, no mundo. Em termos absolutos, o número de adultos obesos nesses locais marcava 6%, em 1975, o que correspondia a 760 mil pessoas. Esse percentual, no entanto, quadruplicou em 2019, com 6,6 milhões de adultos obesos, o que corresponde a 25% da população daquela ilha.

A entidade revelou ainda que, somente na América Latina e no Caribe, 600 mil pessoas morrem por ano, devido a complicações de diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares; todas elas, patologias relacionadas à má alimentação. Segundo o estudo, “a alimentação inadequada está associada com mais mortes do que qualquer outro fator de risco, algo que ameaça nossas gerações futuras, já que a obesidade na infância e na adolescência triplicou entre 1990 e 2016”, aponta a conclusão da pesquisa.

Zanier aponta que, desde o nascimento, a obesidade infantil pode e deve ser prevenida, a partir do estímulo exclusivo do aleitamento materno até os seis meses de vida. Depois disso, a alimentação deve ser complementada conforme orientação pediátrica. No entanto, com o passar dos anos, alguns fatores contribuem diretamente para o aparecimento da obesidade, como hábitos alimentares inadequados, sedentarismo e consumo de alimentos industrializados, além de fatores genéticos e hormonais.

Para mudar esta realidade, reforça a médica, “é essencial que as crianças sejam estimuladas a consumir frutas, legumes e verduras. Além disso, também precisam ser incentivadas a fazer brincadeiras que exijam movimento corporal e não consumir alimentos ricos em açúcar, sal e gorduras”.

No Brasil, quase 2 milhões de crianças são obesas

Entrevista veiculada no Bom Dia Goiás do dia 3 de junho de 2020.

Assessoria de Comunicação | INGOH

COVID-19 X doença crônica: parar tratamento é mais perigoso que sair de casa

COVID-19 X doença crônica: parar tratamento é mais perigoso que sair de casa

No mundo, 1 a cada 11 pessoas tem diabetes e 50% dos brasileiros não sabem o diagnóstico.
Doença mal controlada é prejudicial e agrava quadro de infecção pelo novo Coronavírus

COVID-19 X doença crônica: parar tratamento é mais perigoso que sair de casa – Doenças crônicas descompensadas aumentam o risco de complicações a pacientes que, porventura, adquirirem o novo Coronavírus. “É recomendado que, mesmo compondo o grupo de risco da Covid-19, o paciente continue o tratamento para não apresentar descompensação”, o alerta é da endocrinologista do Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (INGOH), Marília Zanier. A médica chama a atenção para o fato de que pessoas portadoras de patologias como diabetes e hipertensão não devem faltar às consultas previamente agendadas, para não agravar o quadro clínico já existente.

COVID-19 X doença crônica: parar tratamento é mais perigoso que sair de casa

A profissional ainda vai além. Para ela, “essa é a hora de ter acompanhamento médico, seja pessoalmente ou por plataformas de Telemedicina, principalmente, se a pessoa apresentar alguma patologia metabólica, como a diabetes. Manter as taxas de açúcar sob controle, contribui diretamente para que esse paciente não sofra complicações da Covid-19, caso se infecte com a doença”. Associado ao acompanhamento médico, Zanier alerta para a importância de manter hábitos saudáveis durante a rotina domiciliar.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1 a cada 11 pessoas no mundo tem diabetes. No Brasil, dados do Ministério da Saúde apontam que de 2006 a 2016 houve um aumento de 60% no diagnóstico da doença, passando a atingir quase 10% da população brasileira. Mas um número ainda mais alarmante e divulgado pela pasta é de que 50% dos diabéticos desconhecem o diagnóstico. “Por isso, e principalmente nesse período de pandemia, é essencial que as pessoas façam acompanhamento médico”, reforça a profissional.

Cuidados ao sair de casa

A endocrinologia do Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (INGOH), Marília Zanier, indica alguns cuidados que o paciente deve observar ao sair de casa. Segundo ela, é essencial que todos os cidadãos atendam à necessidade de usar máscaras, inclusive durante as consultas. “Fomos orientados nos locais onde atendemos para espaçar o horário da agenda, para que o consultório seja desinfetado entre um paciente e outro; temos cadeiras bloqueadas nas salas de espera, para incentivar o distanciamento entre as pessoas; atendemos com as janelas e portas abertas, para que o ar circule no consultório; e higienizamos as mãos e todos os aparelhos que entram em contato com o paciente”, tranquiliza a médica.

Dessa forma, o risco de contágio do novo Coronavírus é reduzido e a saúde do paciente é preservada, contribuindo, inclusive, para não sobrecarregar o sistema de saúde.

COVID-19 X doença crônica: parar tratamento é mais perigoso que sair de casa

Assessoria de Comunicação | INGOH

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COVID-19: como manter a saúde cardiovascular em dia durante a quarentena

COVID-19: como manter a saúde cardiovascular em dia durante a quarentena

COVID-19: como manter a saúde cardiovascular em dia durante a quarentena – Mesmo em ambiente doméstico, rotina de atividade física deve ser mantida para controle de hipertensão, diabetes e obesidade. Aplicativos e aulas ao vivo auxiliam na prática

COVID-19: como manter a saúde cardiovascular em dia durante a quarentena – “O sedentarismo tem impacto negativo na vida do ser humano e isso já está evidenciado em centenas de estudos científicos. Em época de pandemia, precisamos adaptar a forma de praticar atividade física, mas não podemos parar de nos movimentar”, o alerta é do cardiologista Mayler Olombrada. O médico, que também coordena o Setor de Inovação do Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (INGOH), salienta que os aplicativos desenvolvidos para computadores e celulares podem ser utilizados nessa adaptação.

Em período de reclusão, as pessoas tendem a adotar um estilo de vida mais sedentário, o que favorece ao aumento do peso corporal e ao surgimento de comorbidades que elevam o risco cardiovascular, como obesidade e aumento da pressão arterial. Para combater esse quadro, Olombrada observa que há muitas plataformas gratuitas e disponíveis na internet, que podem servir de suporte para manutenção da vida fisicamente ativa, mesmo que em ambiente doméstico. Para ele, algumas questões devem ser observadas.

“Podemos dividir a população em três categorias: saudáveis e assintomáticos, por exemplo, que podem fazer exercícios mais intensos. Tem também aquelas pessoas que sentem eventual desconforto e, em uma consulta convencional, conseguimos orientá-las para atividade física moderada, com resultado efetivo e, ao mesmo tempo, segura para a sua condição de saúde. Um terceiro grupo, no entanto, deve ser submetido a exames mais detalhados, para que a prática de exercícios seja avaliada; os integrantes desse grupo devem aguardar o retorno das consultas ambulatoriais a fim de passar por uma análise mais detalhada”, pondera o especialista.

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Com a liberação da Telemedicina pelo Conselho Federal de Medicina e pelo Ministério da Saúde de forma excepcional durante a pandemia, Olombrada salienta que é possível passar orientações seguras e acompanhar os pacientes que apresentam cardiopatias mais brandas. Essa ferramenta, inclusive, foi apontada como uma das que mais cresceu durante o período de disseminação do novo coronavírus. De acordo com estudo divulgado pela consultoria de administração americana Bain & Company, com sede em Massachusetts, a demanda por Telemedicina “explodiu na crise e deve se manter em alta a longo prazo”.

Atividade física

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a realização de exercícios aeróbicos moderados por um período de 150 minutos por semana. Movimentar-se em casa e fazer uso de aplicativos de ginástica podem auxiliar na manutenção do estilo de vida saudável, mesmo durante a pandemia. Mas, o que devemos observar se optarmos pela eficácia da tecnologia?

Cardiologista e gestor do Setor de Inovação do Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (INGOH), Mayler Olombrada esclarece que é importante manter a constância e observar a postura para evitar lesões. Para isso, aplicativos que disponibilizam o vídeo de execução do exercício são indicados, pois proporcionam mais consciência corporal – que também pode ser aprimorada com auxílio de um espelho, que possibilita a visualização do corpo durante o treino. Roupas adequadas e ambiente seguro também precisam ser levados em consideração.

Quando o foco da atividade for ligado ao sistema cardiorrespiratório, é importante ter consciência de que é necessário destinar um tempo para a realização. Ou seja, reservar, pelo menos, 30 minutos do seu dia e se exercitar de forma contínua e concentrada. “Há vários aplicativos gratuitos e muito bons que disponibilizam treinos aeróbicos e resistidos (força), essenciais para manter uma boa saúde cardiovascular e para fortalecer a musculatura”, pontua o médico.

Olombrada concedeu entrevista sobre esse assunto à TV Anhanguera, filiada Globo, e, na oportunidade, alerta outro fato importante neste período de pandemia, para que os pacientes em tratamento médico não interrompam suas medicações. O especialista observa que “todos os dias são divulgadas notícias sobre benefício de determinadas drogas e risco que outras causariam em pacientes acometidos pela COVID-19. A recomendação, no entanto, é para manter o tratamento ambulatorial, que eventualmente será modificado pelo médico em caso de uma internação”.

Confira o vídeo com a participação do médico e lembre-se, também, de cuidar da saúde emocional. O médico indica que técnicas de meditação e relaxamento podem ser aliadas nesse quesito, visto que o distanciamento social pode vir acompanhado de picos de estresse.

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