Então, o que é leucemia mesmo?

Então, o que é leucemia mesmo? – Quando se pronuncia a palavra “leucemia” a maior parte das pessoas entra em pânico e, em geral, o que se segue é um silêncio difícil de ser revertido. Todos sabem o quanto leucemia é grave. Todos sabem que existe risco de vida. O que a maioria não sabe é que leucemia não é apenas uma doença. São várias entidades e cada uma delas tem apresentação, prognóstico e tratamento diferentes. As leucemias podem, inicialmente ser classificadas em:

  • Leucemia Linfoide Crônica (LLC)
  • Leucemia Mieloide Crônica (LMC)
  • Leucemia Mieloide Aguda (LMA)
  • Leucemia Linfoide Aguda (LLA)

 

Figura 1: Representação esquemática da medula óssea e da gênese da leucemia mieloide aguda.

Medula óssea e LMA

 

Leucemias Crônicas

 

Alguns subtipos de leucemia são, hoje, na verdade, doenças crônicas, onde o paciente tem uma qualidade de vida realmente boa. Avanços na Medicina permitiram que alguns não usem nenhuma ou usem pouca quimioterapia. As internações são menos frequentes. Estas são chamadas de leucemias crônicas, que exigem acompanhamento médico para o resto da vida, mas o portador pode ter uma vida relativamente normal.  A condição clínica desses pacientes se assemelha mais com a de alguém com diabetes ou hipertensão do que com a vida de outros pacientes oncológicos. Os efeitos colaterais  como náuseas,  queda de cabelo, aumento do risco de infecção, são bem mais brandos. 

 

  • Boa parte das pessoas com Leucemia Linfoide Crônica (LLC) ficarão sem medicação, aguardando o momento certo para iniciar o tratamento, que segue alguns critérios recomendados pelos grandes centros internacionais. Quando indicado, os tratamentos são administrados de forma endovenosa com infusões intermitentes, dentro de um período de aproximadamente 6 meses e, atualmente, grupos selecionados de pacientes podem utilizar medicação oral (neste caso de forma contínua, sem previsão de interrupção do tratamento). Nesse período, alguns efeitos colaterais podem ser importantes, mas avanços na Medicina permitem minimizar esses efeitos. A maioria dos casos entra em remissão (doença controlada) por um longo período, de meses a anos. Caso a doença recidive, o que pode acontecer em todos os casos (o que varia é o intervalo que a doença permanece em remissão) haverá necessidade de revisar o tratamento e, eventualmente, utilizar um esquema de segunda linha.

 

  • Já nos casos de Leucemia Mieloide Crônica (LMC), o tratamento precisa iniciar assim que o diagnóstico é feito para todos os casos. O tratamento utiliza  medicação oral pelo resto da vida, mas os efeitos colaterais são bem discretos, quando existem. Poucos pacientes irão apresentar recaída e necessitar de revisão de tratamento. No entanto, medicações para segunda linha já estão disponíveis e se a doença não responder, alguns raros pacientes irão precisar de transplante de células tronco (antigamente chamado de transplante de medula óssea.

 

Leucemias Agudas

 

Quanto às leucemias agudas (LMA e LLA), essas ainda precisam de tratamento agressivo, com quimioterapia mesmo. O paciente vai precisar receber muitas bolsas de sangue (concentrados de hemácias e plaquetas) e podem precisar de internação em vários momentos. Na infância os resultados são bem melhores que nos adultos. O tratamento de idosos, pela baixa tolerância à quimioterapia, ainda é considerado desafiador. Apesar de serem agrupadas por terem apresentação clínica parecida, a leucemia aguda mieloide é bem diferente da linfoide, com estratégias de tratamento completamente diferentes. São batalhas difíceis, ganhamos uma batalha de cada vez e muitas vezes ganhamos a guerra. A equipe multidisciplinar, com auxílio da nutrição, enfermagem, fisioterapia, dentre outros, são extremamente importantes. 

Recentemente algumas opções terapêuticas bem interessantes surgiram, são muito promissoras, principalmente o tratamento de alvo e aqueles baseados em imunoterapia. Neste último, onde o linfocito T do paciente se torna mais hábil a matar a célula maligna da leucemia, poupando as células normais. Ainda não estão liberados de forma sistemática no Brasil (o FDA já liberou para doenças resistentes ou refratárias) e a maioria dos casos tratados até o momento estão inseridos em ensaios clínicos. A perspectiva é que, em breve, a história da leucemia aguda vai mudar também.

Texto elaborado e revisado por
Dra. Mireille Guimarães Vaz de Campos  
Médica  do corpo clínico do INGOH
Especialista em Hematologia – Hemoterapia
CRM-GO 12.406/RQE 22965.
Texto revisado em Agosto de 2021.

É permitida a reprodução parcial ou total desta obra,
desde que citada a fonte e que não seja
para venda ou qualquer fim comercial
Referências:
WHO. Haemoglobin concentrations for the diagnosis of anaemia and assessment of severity. Geneva, World Health Organization, 2011 (WHO/NMH/NHD/MNM/11.1) Disponível em: http://www.who.int/vmnis/indicators/haemoglobin.pdf , (visitado em 2021). 
ZAGO MA, FALCÃO RP, PASQUINI R. Tratado de hematologia. São Paulo : Editora Atheneu, 2013. 

Hemograma Completo: Entenda o que esse exame avalia

O que o hemograma completo avalia?

O hemograma completo é um dos exames de sangue mais solicitados na rotina médica, fundamental para avaliar a saúde geral e auxiliar no diagnóstico de diversas condições. Mas, o que é hemograma completo e para que serve exatamente? 

 

Neste artigo, abordamos o que este exame avalia e qual a sua importância. Continue a leitura!😊

 

O que o hemograma completo avalia?

O hemograma é um exame crucial, pois fornece informações sobre os níveis de células vermelhas, células brancas e plaquetas. Assim, quando você se pergunta “o que tem no hemograma completo” ou “o que inclui no hemograma completo“, saiba que ele abrange a análise desses três componentes vitais.

Células Vermelhas do Sangue (Hemácias ou Eritrócitos)

As hemácias são as responsáveis pelo transporte de oxigênio para todo o corpo, graças à hemoglobina que contém. A análise da série vermelha no hemograma inclui:

  • Contagem de Glóbulos Vermelhos (RBC): Quantidade total de hemácias.
  • Hemoglobina (Hb): Proteína que transporta oxigênio.
  • Hematócrito (Ht): Porcentagem do volume total do sangue ocupada pelas hemácias.
  • Índices Hematimétricos (VCM, HCM, CHCM): Informações sobre o tamanho e a quantidade de hemoglobina nas hemácias.
  • Morfologia: Avaliação da forma e tamanho das células vermelhas.

 

Anormalidades comuns:

  • Anemia: Quando há um número reduzido de hemácias ou hemoglobina baixa. Pode causar cansaço e fraqueza.
  • Policitemia: Quando há um excesso de hemácias, o que pode exigir investigação por um hematologista.

 

Células Brancas do Sangue (Leucócitos ou Glóbulos Brancos)

Os leucócitos são essenciais para o sistema imunológico, combatendo infecções. O hemograma avalia a contagem total de leucócitos e seu diferencial, que mostra a proporção de cada um dos cinco tipos. 

 

Esta é uma das respostas para “quais os exames que fazem parte do hemograma completo”, especificamente a parte que detalha a imunidade:

 

  • Neutrófilos: Respondem a infecções bacterianas e inflamações.
  • Eosinófilos: Envolvidos em reações alérgicas e infecções parasitárias.
  • Basófilos: Liberam histamina em reações alérgicas.
  • Linfócitos: Cruciais para a imunidade, combatem vírus e células anormais.
  • Monócitos: Transformam-se em macrófagos, que fagocitam detritos e patógenos.

 

Anormalidades comuns:

  • Leucocitose: Aumento do número de glóbulos brancos, frequentemente indicando infecção ou inflamação. É importante identificar qual subtipo celular está aumentado (ex: neutrofilia, linfocitose).
  • Leucopenia: Diminuição do número de glóbulos brancos, o que pode aumentar o risco de infecções. A neutropenia (redução de neutrófilos) é um exemplo e classificada em leve, moderada ou importante.
  • Células Anormais: A presença de células brancas imaturas (blastos) no sangue periférico é um sinal de alerta e exige avaliação imediata por um especialista.

 

Plaquetas (Trombócitos)

As plaquetas são fragmentos celulares que desempenham um papel vital na coagulação sanguínea, ajudando a estancar sangramentos ao formar coágulos. A análise da série plaquetária inclui:

 

  • Contagem Total de Plaquetas: Quantidade de plaquetas no sangue.
  • Volume Plaquetário Médio (VPM): Informação sobre o tamanho das plaquetas, embora com menor valor prático.
  • Morfologia: Avaliação da forma das plaquetas.

 

Anormalidades comuns:

Plaquetose (ou trombocitose):

Aumento do número de plaquetas. Valores muito elevados podem demandar investigação hematológica.

 

Plaquetopenia (ou trombocitopenia):

Diminuição do número de plaquetas, aumentando o risco de sangramento. O risco varia conforme o grau da plaquetopenia.

 

  • < 10.000/mm³: Risco de sangramento espontâneo.
  • < 50.000/mm³: Risco de sangramento com trauma leve ou procedimentos de pequeno porte.
  • < 100.000/mm³: Risco de sangramento em procedimentos cirúrgicos maiores.

 

Hemograma alterado: o que pode ser?

Quando o hemograma completo está alterado, isso significa que um ou mais dos parâmetros avaliados (células vermelhas, brancas ou plaquetas) estão fora dos valores de referência. 

 

Essa alteração pode indicar uma vasta gama de condições, desde infecções simples e processos inflamatórios até deficiências nutricionais (como anemia por falta de ferro) ou, em casos mais raros, doenças mais sérias da medula óssea. 

 

É fundamental ressaltar que apenas um médico pode interpretar corretamente um hemograma alterado e correlacionar os resultados com seu histórico clínico e sintomas.

 

Quando o médico pode solicitar um hemograma?

O médico pode solicitar um hemograma como parte de um check-up de rotina ou se você apresentar sintomas como:

  • Cansaço e fraqueza persistentes.
  • Sangramento excessivo (nas fezes, urina, pele, nariz ou gengivas).
  • Surgimento de manchas roxas grandes ou em grande quantidade.
  • Suspeita de infecção.

 

É importante lembrar que o hemograma completo avalia apenas os componentes do sangue mencionados. Para diagnosticar outras condições, como colesterol alto, diabetes ou problemas de rim/fígado, são necessários exames específicos. 

 

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Novembro Azul: mês de prevenção ao câncer de próstata

Novembro Azul: mês de prevenção ao câncer de próstata – Campanha conscientiza sobre neoplasia e luta contra o preconceito. Doença deve matar mais de 16 mil brasileiros, em 2020, segundo INCA

O penúltimo mês do ano traz consigo a Campanha Novembro Azul, cujo objetivo principal é levar conscientização às pessoas, em especial aos homens, sobre sintomas, tratamentos e prevenção do câncer de próstata. Quando a doença é diagnosticada no início, os médicos trabalham com prognóstico de cura superior aos 95%, no entanto, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), 16 mil homens brasileiros devem perder a vida em decorrência dessa neoplasia, em 2020.

As informações são do urologista do Instituo Goiano de Oncologia e Hematologia (INGOH), Leandro Ferro – membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia; das Associações Americana e Europeia de Urologia e da Confederação Americana de Urologia. O médico alerta que “o ideal é procurar acompanhamento sem sintomas para que a equipe consiga oferecer um tratamento curativo, e não apenas dar qualidade de vida para o paciente, quando a doença já está em um estágio incurável”.

Ferro pondera que a doença não apresenta sintomas em seu estágio inicial e que este seria o melhor momento para se realizar o diagnóstico e o planejamento de tratamento dos pacientes com intenção curativa. A presença de sintomas urinários pode estar associada a doença já em estágio avançado inviabilizando o tratamento com intenção de cura.

Além disto, outras doenças que acometem a próstata podem levar também a sintomas urinários como a dificuldade e/ou necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite; dor ao urinar, sangramento etc. “Alguns sinais, no entanto, são semelhantes e, por isso, podem ser confundidos com o crescimento benigno da próstata. Então, é essencial o acompanhamento com um urologista para diagnóstico correto”, observa o médico.

O câncer de próstata é o tumor mais frequente (excluindo os tumores de pele) e, apesar de ter um crescimento lento, é o segundo que mais mata os homens brasileiros, ficando atrás, apenas, do câncer de pulmão. “Existem muitos fatores arrolados a essa estatística, mas podemos afirmar que o fato de os homens não procurarem auxílio médico e não frequentarem consultas com urologistas estão entre as principais causas de diagnóstico tardio. Por outro lado, observamos que o rastreamento e o diagnóstico precoce do câncer de próstata podem salvar vidas”, aponta Ferro.

O médico ressalta ainda que a investigação ao câncer de próstata soma exames laboratoriais e clínico, como o PSA (avaliação de taxa sanguínea de antígeno específico da próstata) e toque retal – responsável por grande parte do tabu em torno desse assunto. “Assim como a mulher faz o Papanicolau e examina as mamas, quando vai ao ginecologista, o homem também passa por exames físicos. Mas, claro, os benefícios de se fazer o toque retal são explicados, mas ele só é feito se houver consentimento do paciente”, conta.

“Em pleno século XXI, ainda perdemos vida para o preconceito – o que não deveria acontecer.  O diagnóstico do câncer de próstata não representa o fim da linha para estes homens, mas sim uma oportunidade para que se tratem da forma mais adequada e possam seguir em frente“, pondera Ferro. Portanto, durante a Campanha Novembro Azul, “atuamos, também, para levar conscientização à sociedade e, assim, combatermos a desinformação acerca desse assunto”, conclui.

Veja também: Novembro Azul e o Câncer de Próstata: a importância da detecção precoce

Assessoria de imprensa | INGOH

Capacitação de primeiros-socorros

Importância da Capacitação de Primeiros-Socorros

Capacitação de primeiros-socorros – INGOH oferece treinamento de suporte básico à vida para colaboradores da unidade

Chamar a pessoa desacordada. Checar a respiração. Confirmar se não há pulsação. Acionar socorro. Iniciar manobra de ressuscitação cardiopulmonar. Essas etapas podem salvar a vida de alguém que, eventualmente, perdeu a consciência de forma repentina. Por isso, os colaboradores do Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (INGOH) passaram por capacitação de suporte básico à vida. Enfermeiros, técnicos, administrativos, copeira e jornalista participaram do treinamento ministrado pelo médico Ricardo Furtado.

Promovido pelo Núcleo de Segurança do Paciente (NSP), o curso abrangeu diversas especialidades que atuam na unidade para promover mais segurança a todos que circulam pela instituição. Ana Luci Caldeira, copeira do Banco de Sangue, foi uma das participantes e elogiou a iniciativa. “Aqui no INGOH, eu tenho contato com muitas pessoas ao longo do dia, se eu me sentir segura para auxiliar em alguma situação de emergência, posso colaborar de forma mais efetiva”, pontua.

Furtado reforça a importância de disseminar informações acerca da parada cardiorrespiratória (PCR), pois o manejo inicial é de extrema importância para auxiliar a equipe de atendimento avançado. “O suporte básico é capaz de salvar muitas vidas, pois, a cada minuto sem socorro, as chances de uma pessoa em PCR sobreviver àquele episódio reduzem em 10%”, alerta o médico. Por isso, o curso contou com a explanação teórica, mas também permitiu que todos os participantes praticassem os ensinamentos absorvidos, com a supervisão de Furtado, médico com ampla vivência em terapia intensiva e resgate emergencial, inclusive aéreo.

Assessoria de Imprensa | INGOH

Dia Mundial da Gentileza: carinho entre os colaboradores

Dia Mundial da Gentileza: carinho entre os colaboradores – INGOH promove ação para celebrar data e promover interação entre colegas de trabalho. Oportunidade gera motivação por reconhecimento da equipe

A sexta-feira 13 no Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (INGOH) começou de um jeito diferente. O que para uns poderia ser um dia assombroso, para a instituição, ao contrário, foi uma oportunidade para celebrar o Dia Mundial da Gentileza. A ação foi proposta para que os colaboradores pudessem tirar um momento da rotina de trabalho e enviar um recado para outro colega. O engajamento foi grande e os bilhetinhos foram preenchidos com elogios, agradecimentos e muito amor.

Para recepcionar os funcionários, logo na entrada, a equipe de Recursos Humanos ficou a postos com palavras e sorrisos afetuosos. Ao passar por essa etapa e entrar na empresa, encontravam um painel, onde estavam expostos os cartões a serem destinados para os amigos. Não demorou muito tempo, todos os cards da parede receberam mensagens. “Você é extraordinária!”, “Essa equipe é nota 10!”, “Obrigado pelos ensinamentos!” e “Gosto muito de trabalhar com você” são alguns exemplos do que fora compartilhado entre os colaboradores.

Os cartões foram enviados para todas as unidades do INGOH, incluindo postos de coleta e filiais, para que todos pudessem participar, afinal, como relata a melodia de Marisa Monte, “nós, que passamos apressados pelas ruas da cidade, merecemos ler as letras e as palavras de Gentileza”.

Texto: Assessoria de Imprensa | INGOH

Fotos: Caio Castro

Veja também: Dia Mundial de Conscientização de Linfomas: informação e prevenção

Mitos e verdades em torno do câncer de mama

Mitos e verdades em torno do câncer de mama

Mitos e verdades em torno do câncer de mama – Doença deve atingir cerca de 66 mil brasileiros, em 2020, e muitas crendices disseminadas entre a população não tratam da verdade. Combater desinformação também é uma forma de prevenção

Desodorante causa câncer de mama e graviola cura a doença. Estamos no mês destinado à Campanha Outubro Rosa, ação que tem o objetivo de conscientizar as pessoas sobre a neoplasia, que deve atingir mais de 66 mil brasileiros, em 2020, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Nesse sentido, tão importante quanto falar de prevenção, é combater a desinformação em torno do assunto, pois a informação correta é uma arma contra o câncer. Então, podemos começar por aqui: desodorante não causa câncer de mama, nem graviola cura a doença!

As informações são do mastologista Alexandre Marchiori, membro do corpo clínico do Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (INGOH) e atual vice-presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional Goiás (SBM-GO). O médico também enfatiza a importância de adotar medidas de prevenção e disseminar informações corretas, a fim de ajudar que mais pessoas tenham acesso a diagnóstico precoce, fator decisivo para o sucesso do tratamento.

“Para isso, é essencial que a população tenha acesso a informações corretas e, assim, consiga discernir o que é verdade ou não, dentro do contexto câncer de mama”, salienta Marchiori. O mastologista revela alguns mitos comuns que os pacientes levam para dentro do consultório. Além dos citados no início do texto, o vice-presidente relata que as pessoas têm medo de que a biópsia espalhe o câncer, o que não é verdade, e que a mamografia cause neoplasia de tireoide, o que pode ser evitado, garante.

“Todo nódulo é câncer, todo caroço precisa ser retirado com cirurgia, todo câncer deve ser operado; todo mundo diagnosticado com câncer vai fazer quimioterapia; só tem câncer de mama quem já apresentou algum caso na família. Todos esses são mitos que precisamos esclarecer diariamente, nos consultórios”, observa Marchiori. Apesar de várias informações não  corretas que circulam entre os populares, o mastologista alerta para um fato que deve ser amplamente disseminado: se achar tem como tratar e se tratar, tem chance de curar! “Então, é essencial manter acompanhamento médico e fazer exames de rotina”, finaliza o médico.

Veja também: Alternativas para suporte na luta contra o câncer de mama

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Assessoria de Imprensa | INGOH

 

 

Alternativas para suporte na luta contra o câncer de mama

Alternativas para suporte na luta contra o câncer de mama

Alternativas na luta contra o câncer de mama

Alternativas para suporte na luta contra o câncer de mama – Doença pode mudar aparência física com queda de cabelos, mas touca inglesa aumenta as chances de manutenção dos fios e melhora autoestima das pacientes

Todas as etapas da luta contra o câncer de mama são difíceis para as pacientes. O diagnóstico, já carregado de medo e incerteza; o tratamento com efeitos colaterais, por vezes inevitáveis; e também o questionamento de terceiros a cada mudança física apresentada. Tudo isso mesclado ao receio de o plano terapêutico não surgir efeito ou ter de enfrentar isso tudo novamente, caso o câncer apresente recidiva. Por isso, todo suporte disponível para reduzir os efeitos do tratamento sistêmico e melhorar a qualidade de vida do paciente com câncer é bem-vindo.

“A quimioterapia prescrita contra o câncer de mama, muitas vezes, faz com que o paciente sofra queda dos cabelos, ou alopecia, normalmente cerca de 14 dias após o primeiro ciclo. Apesar de transitória, trata-se do efeito colateral mais temido pelas mulheres. Então, se pudermos oferecer opções para tentar evitar a alopecia, seria um estímulo para o paciente enfrentar o tratamento com mais otimismo e qualidade de vida ”, observa o oncologista clínico do Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (INGOH), Leandro Gonçalves.

A alopecia citada pelo médico é a queda de cabelos ocasionada por medicamentos quimioterápicos. Para combater esse efeito colateral, algumas mulheres optam por usar a touca inglesa, que ganhou fama nacional ao ser utilizada pela atriz e apresentadora Ana Furtado, durante sua luta contra o câncer de mama. A crioterapia capilar evita ou reduz a queda de cabelo induzida pela quimioterapia devido ao resfriamento do couro cabeludo, que diminui o fluxo de sangue na região e, consequentemente, a quantidade de droga absorvida pelas células foliculares – responsáveis pela divisão celular dos cabelos.

Vanessa César, psicóloga que enfrentou o tratamento contra o câncer de mama no INGOH, optou por usar a touca inglesa. “A vaidade não é supérflua, pois ela reflete de forma direta na autoestima de qualquer pessoa. Com a manutenção dos meus cabelos, consegui focar no meu tratamento e dividir essa luta apenas com as pessoas que eu escolhi, pois evitei a exposição de uma condição de doente”, relata a profissional.

Leandro Gonçalves alerta que as indicações para uso da crioterapia precisam ser discutidas caso a caso com o médico assistente, assim como as chances de preservação dos cabelos, conforme o esquema de quimioterapia utilizado.

Assessoria de Imprensa | INGOH

Veja também sobre: Anticoncepcional aumenta risco de câncer de mama, mas benefícios devem ser considerados

Câncer de mama hereditário – o que sabemos?

Câncer de mama hereditário o que sabemos?

Câncer de mama hereditário – o que sabemos? – Estima-se um total de 66.280 casos novos de câncer de mama, no Brasil, para 2020, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Para o estado de Goiás a estimativa é de que serão 1.620
novos casos, neste ano.

O câncer de mama é uma neoplasia maligna com alta prevalência entre as mulheres e ocupa o primeiro lugar em incidência de novos casos de câncer, à exceção de câncer de pele não melanoma. Em sua etiologia, o câncer de mama pode ser de origem esporádica (70%) e de origem heredofamiliar (30%). Aqueles de origem esporádica têm relação direta com o ambiente, por exemplo, radiação ionizante, estilo de vida, ingesta de gorduras saturadas, uso inadequado de hormônios. Quanto aos cânceres de origem heredofamiliar (30%) há uma predisposição herdada para o desenvolvimento de determinados tumores.

A herança monogênica (de um único gene), como por exemplo os genes BRCA1 e BRCA2, está relacionada a 10% dos casos. Estes genes podem ter alta ou moderada penetrância, ou seja, todos os indivíduos que herdam o gene com determinada mutação teriam uma maior ou menor probabilidade de desenvolver uma doença. Os outros 20% estariam relacionados a herança poligênica, ligada a vários genes, e que podem ou não ser influenciados pelo ambiente.

Os genes BRCA1 e BRCA2 são de longe os mais conhecidos, principalmente pela polêmica da mastectomia redutora de risco realizada pela atriz, Angelina Jolie. Polêmica porque eles, quando estão mutados, realmente conferem um risco aumentado para câncer de mama e ovário, principalmente. No entanto, medidas de diminuição de risco de câncer podem ser adotadas por estas pacientes, além de também ter medicamentos que agem na redução deste risco.

A cirurgia redutora de risco, tanto a mastectomia bilateral (retirada das mamas), quanto a salpingo-ooforectomia bilateral (retirada de trompas e ovários), podem ser realizadas baseando-se em testes genéticos de predisposição hereditária ao câncer, histórico familiar e histórico prévio de ressecção de lesões atípicas.

A cirurgia deve ser indicada em casos específicos e em pacientes que desejam este procedimento como praticamente a única alternativa para diminuição de risco.

Texto publicado no Jornal Diário da Manhã, em 27 de outubro de 2020.

Deidimar Abreu é mastologista do INGOH e primeira secretária na Sociedade Brasileira de Mastologia Regional Goiás.

Balões cor-de-rosa surpreendem pacientes do INGOH

Balões cor-de-rosa surpreendem pacientes do INGOH

Campanha Outubro Rosa

Balões cor-de-rosa surpreendem pacientes do INGOH – Com o objetivo de falar de prevenção e diagnóstico precoce, ação alusiva à Campanha Outubro Rosa leva informação para clientes da empresa

Os pacientes do Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (INGOH) tiveram uma surpresa ao chegar em seus carros, após as consultas, nesta sexta-feira (23). Recados de conscientização sobre a Campanha Outubro Rosa foram colocados nos vidros dos automóveis. Entre outros alertas, eles foram informados sobre a combinação de alimentação saudável e atividade física que reduz, em até 28%, as chances de uma pessoa desenvolver câncer de mama.

A ação foi pensada para levar informação e, ao mesmo tempo, combater a desinformação em torno do assunto câncer de mama. Os bilhetes também alertaram sobre a importância do diagnóstico precoce, que possibilita mais de 90% de cura das lesões em estágio inicial, além de relatar a previsão de homens brasileiros diagnosticados com câncer de mama, em 2020, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Balões cor-de-rosa surpreendem pacientes do INGOH

Veja também: Alternativas para suporte na luta contra o câncer de mama

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Confira algumas fotos registradas pelo colaborador Renato Marciano:

Balões cor-de-rosa surpreendem pacientes do INGOH Balões cor-de-rosa surpreendem pacientes do INGOH

Atividade física para superar o câncer de mama

Atividade física para superar o câncer de mama

Atividade física para superar o câncer de mama – Reportagem do programa Globo Esporte, na TV Anhanguera, mostra como corrida de rua ajuda paciente a superar doença

“A prática de atividade física é uma aliada no tratamento do câncer. Os pacientes que fazem exercício de forma regular costumam ter uma melhor aderência e mais tolerância ao tratamento. Além disso, alguns estudos científicos, também, indicam que ele é capaz de reduzir a incidência de alguns tumores”. As informações são do oncologista Leandro Gonçalves, membro do corpo clínico do Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (INGOH), em entrevista para a TV Anhanguera, filiada Globo, em Goiás.

Atividade física para superar o câncer de mama

A estatística a qual Gonçalves se refere é corroborada por Frank Braga, mastologista do INGOH e atual presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional Goiás. De acordo com o especialista, a associação de atividade física e alimentação balanceada reduz em até 28% as chances de uma pessoa desenvolver câncer de mama.

Braga reforça, ainda, que, além da prevenção, o diagnóstico precoce é essencial para o sucesso do tratamento e que os exames de imagem são fundamentais para rastrear lesões ainda em estágios iniciais. “É essencial fazer o autoexame das mamas, independente do sexo, mas devemos estar atentos que essa avaliação física detecta apenas aquelas lesões maiores, que já são palpáveis. As imagens, ao contrário, conseguem identificar lesões ainda em estágios iniciais. O que colabora muito para o tratamento”, observa. Apesar da importância dos exames de imagem para homens, não existem diretrizes de rastreamento com mamografia para eles.

Atividade física para superar o câncer de mama

História da vida real

Welton Nascimento, 57 anos, é um sobrevivente da doença e descobriu o câncer de mama ainda em estágio inicial. Ele foi diagnosticado em 2015, após notar uma pequena ferida na mama direita. “Sempre viajo para o Rio Araguaia e, naquele ano, observei que tinha uma espécie de espinha no meu peito. Não fiquei preocupado. Depois que voltei, vi que aquilo não sarava. Procurei vários médicos, até que consegui o diagnóstico com o Dr Frank”. Nascimento passou por cirurgia, quimioterapia e radioterapia e, há cinco anos, toma comprimidos anti-hormonais.

“Eu levei um susto tão grande, pois não sabia que homem também podia passar por isso. Foi bastante constrangedor, inclusive, pois na sala de espera do médico só eu era homem. Eu até levava a minha esposa nas consultas para pensarem que ela era a paciente e eu o acompanhante”, lembra o paciente. No entanto, “eu não deixei me abater com esse diagnóstico. Principalmente depois que o Dr. Leandro falou sobre a importância da atividade física, passei a correr diariamente. Já participei de maratonas e, por incrível que pareça, vi a minha vida melhorar depois do câncer”, relata.

Atividade física para superar o câncer de mama

Os homens também devem se preocupar com a saúde das mamas, pois eles estão sujeitos a sofrer com câncer nessa região. Para se ter uma ideia, mais de 600 homens brasileiros devem ser diagnosticados com a neoplasia, em 2020, de acordo com estatísticas divulgadas pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA). Como as informações sobre esse assunto ainda são pouco difundidas entre a população masculina, isso faz com que o acompanhamento médico especializado seja acionado já quando o tumor se apresenta em estágio avançado.

Corrida de Rua

Após o diagnóstico, Welton Nascimento viu na corrida de rua uma fuga para aliviar as tensões do tratamento que ainda precisaria enfrentar. Essa história foi contada em reportagem da TV Anhanguera, dentro do programa Globo Esporte. Confira material na íntegra:

Youtube video

Atividade física para superar o câncer de mama

Assessoria de Imprensa | INGOH

 

Câncer de mama também é papo de homem

Câncer de mama também é papo de homem – INGOH promove bate-papo entre homem diagnosticado com neoplasia maligna na mama e mulheres que estão em tratamento. Ação possibilita troca de experiências e acolhimento

Os homens também devem se preocupar com a saúde das mamas, pois eles estão sujeitos a sofrer com câncer nessa região. Para se ter uma ideia, mais de 600 homens brasileiros devem ser diagnosticados com a neoplasia, em 2020, de acordo com estatísticas divulgadas pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA). Como as informações sobre esse assunto ainda são pouco difundidas entre a população masculina, isso faz com que o acompanhamento médico especializado seja acionado já quando o tumor se apresenta em estágio avançado.

Por isso, o Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (INGOH) promoveu um bate-papo entre um paciente que já está em fase final do tratamento contra o câncer de mama e mulheres que ainda necessitam de infusão de quimioterapia. O evento foi mediado pela psicóloga do Departamento de Oncologia da instituição, Carla Póvoa, com o objetivo de difundir informação, que é essencial para auxiliar no sucesso do plano terapêutico, e proporcionar acolhimento humanizado aos enfermos.

“Mostramos o exemplo incomum de uma pessoa que sofreu as mesmas angústias que as pacientes que se encontram aqui viveram, quando descobriram o diagnóstico. Com a história de vida e superação que vivenciamos hoje, pudemos compartilhar com todos aqui o quanto é importante ter um acolhimento e uma fuga da doença. O aporte de Lourivaldo Gomes foi a família e a fé. Mas, alguns enfermos terão a equipe assistencial como familiares, e isso também é importante, pois o carinho entregue pela equipe faz com que o acolhimento proporcione uma assistência mais humana e zelosa”, observa Póvoa.

Sou homem e venci o câncer de mama

O bombeiro militar aposentado Lourivaldo Gomes Martins, 58 anos, trabalhou no incidente do Césio 137, no final da década de 1980, em Goiânia e agora enfrenta uma nova batalha. Ele foi diagnosticado com câncer de mama há dois anos, depois que a esposa Ivone Martins, com quem é casado há mais de três décadas, sentiu um caroço em sua mama esquerda. Entre outros tratamentos, ele passou por cirurgia para retirada do tumor e 12 sessões de quimioterapia – o que não o deixou desanimado.

“Esse câncer não me tirou a paz em nenhum momento, porque eu estava sempre em oração e tinha pessoas capacitadas para cuidar de mim. O Dr. Rafael Portela e o Dr Leandro Gonçalves foram anjos na minha vida. Como esses homens me ajudaram!”, relembra o militar. “Essa doença é perigosa? Sim, mas nós precisamos acreditar primeiramente em Deus, pois tudo é possível para Ele. Depois, confiar nos profissionais que estão no nosso caminho. E graças a Deus eu fui muito abençoado em meu tratamento”, conclui.

Tratamento em homens

Por falta de informação, normalmente, o diagnóstico de câncer de mama em homens é feito com a lesão já em estágio avançado. O fato de os homens demorarem a procurar auxílio médico quando encontram alguma anomalia na mama, pode ser uma das explicações para, em geral, eles apresentarem menor taxa de sobrevida global, se comparados às mulheres que tratam a doença. “Devemos falar sobre o assunto para conscientizar as pessoas de que a Campanha Outubro Rosa não é apenas para as mulheres. Elas são, sim, o maior público atendido em consultórios do mundo inteiro, mas o sexo masculino também deve ficar atento à saúde das mamas, para procurar auxílio médico no menor sinal de alteração”, explica o oncologista do serviço de oncologia mamária do INGOH, Leandro Gonçalves.

Frank Braga, mastologista do INGOH e atual presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional Goiás, ressalta que os exames de imagem são fundamentais para diagnosticar lesões iniciais da doença. “É essencial fazer o autoexame das mamas, independente do sexo, mas devemos estar atentos que essa avaliação física detecta apenas aquelas lesões maiores, que já  são palpáveis. As imagens, ao contrário, conseguem identificar lesões ainda em estágios iniciais. O que colabora muito para o tratamento”, observa.

Apesar da importância dos exames de imagem para homens, não existem diretrizes de rastreamento com mamografia para eles. Os médicos ressaltam que as lesões menores proporcionam procedimentos cirúrgicos menos invasivos e tratamentos quimio e radioterápicos menos agressivos. Por isso, a Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional Goiás trabalha o tema Quanto Antes, Melhor, para a Campanha Outubro Rosa de 2020.

Estudos científicos

Embora o câncer de mama em homens corresponda a 1% dos diagnósticos totais dessa patologia, estudo divulgado no The New England Journal of Medicine, uma das principais publicações da área médica, revela que a incidência tem aumentado ao longo dos anos. O periódico apresentou que a taxa de manifestação de câncer de mama saltou de 0,85 casos por 100 mil homens, em 1975, para 1,43 casos por 100 mil, em 2011. Números esses que, de acordo com pesquisas científicas, revelam que a doença está relacionada à idade, fatores ambientais, hormonais e mutações genéticas, principalmente nos genes BRCA 1 e BRCA 2.

O câncer de mama em homens é uma doença rara, que ainda merece bastante atenção da comunidade científica. Apesar disso, nas últimas décadas, estudos com foco em obter melhor compreensão física e biológica da doença no sexo masculino têm sido desenvolvidos e, assim, tratamentos mais eficazes e resultados mais promissores estão sendo disponibilizados para a população.

Imprensa

O tema foi pauta da edição de quarta-feira (14) do Jornal O Popular. Confira a reportagem abaixo:

Assessoria de Imprensa | INGOH

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Câncer de mama metastático – o fim?

Câncer de mama metastático – o fim? – Consideramos o câncer de mama como metastático quando as células malignas provenientes da mama formam nódulos (metástases) em outras partes do corpo. As metástases podem ser detectadas ao diagnóstico do tumor na mama (menos comum) ou surgir com o tempo, mesmo após cinco anos, dependendo do subtipo de câncer de mama. Os locais mais comuns de metástases por câncer de mama são os ossos, fígado, pulmões, linfonodos à distância e cérebro. Infelizmente, nesse estágio o câncer de mama não é curável, porém é tratável. Apesar das metástases, muitos pacientes continuam a viver bem por meses ou anos, mantendo boa qualidade de vida.

Os objetivos primários do tratamento do câncer de mama metastático são estender ou prologar a vida através da estabilização ou redução do crescimento dos tumores e aliviar os sintomas causados pela doença. Este tipo de tratamento é chamado paliativo, já que não tem previsão de término porém não significa que o paciente está em fase terminal.

O tipo de tratamento sistêmico para o câncer de mama metastático pode ser quimioterapia, anti-hormonioterapia, terapia-alvo contra o HER-2 ou BRCA ou imunoterapia. O médico oncologista irá avaliar a melhor opção para cada caso conforme a apresentação da doença, estado clínico do paciente, sintomas, positividade ou não dos receptores hormonais e HER 2 pela imunohistoquímica, presença de mutação do gene BRCA e disponibilidade da medicação. Com o tempo, é comum que as células se tornem resistentes ao tratamento instituído e um novo medicamento precisará ser utilizado.
Estudos clínicos com opções promissoras de tratamento são frequentemente disponíveis em grandes centros e são assim boa uma oportunidade de acesso a novos medicamentos.

O diagnóstico de um câncer de mama metastático é na maioria das vezes um choque para o paciente, amigos e familiares. Faz parte do processo tornar-se informado sobre a real situação da doença e todas as opções de tratamento disponíveis. O progresso da ciência traz a cada dia mais novidades e esperanças em um cenário que antes já foi desolador, uma sentença. Hoje o câncer de mama metastático se assemelha mais à uma condição crônica, uma longa e instigante jornada.

Texto publicado no site A Redação, em 3 de outubro de 2020.

Leandro Gonçalves Oliveira é oncologista clínico do Serviço de Oncologia Mamária do
INGOH